segunda-feira, 29 de abril de 2013
A nova monitora da BECRE
Eis a nova monitora da BECRE. Ela vai voltar em breve com as últimas novidades!
sexta-feira, 29 de março de 2013
"Leituras com chocolate" para Assistentes Operacionais e Administrativos
À semelhança do ano anterior, a professora bibliotecária dinamizou, no âmbito da Semana da Leitura, duas sessões de leitura para os Assistentes Operacionais e, este ano, também para os Assistentes Administrativos .
Tendo em conta o projeto "Tablet de Chocolate", que está a ser implementado, a obra escolhida foi o romance de Laura Esquivel, Como Água para Chocolate.
Depois de breves considerações sobre a escritora e o género literário em que esta obra se inscreve, passou-se a um momento de interação em que se exploraram algumas capas deste livro e se formularam algumas hipóteses sobre a ação deste romance. A sessão terminou com a leitura de excertos do primeiro capítulo e, claro, com uma chávena de chocolate quente.
"Amado Jorge"
Parte integrante da exposição "A(mar) Amado", o Power Point com excertos de testemunhos de personalidades do mundo da política, da literatura, da música, atraiu as atenções de todos os que visitaram a exposição.
Amado Jorge from filomena lima
Exposição A(mar) Amado 1912 - 2012
A
imagem de Jorge Amado que ficará, para sempre, guardada na nossa retina será a
de um homem informal, descontraído, bem-disposto e que não gostava de falar de
coisas tristes. Será também a imagem de um homem amante da vida, de um homem
que viveu e amou o povo - o povo das praças, dos morros, das vielas, dos becos,
das praias, dos terreiros de santos, das roças de cacau… E será, ainda, a
imagem do escritor que escolheu para personagens principais dos seus
livros jagunços, matutos, pescadores,
meninos de rua, prostitutas, lavadeiras do Senhor do Bonfim.
Tal
como ele próprio afirma em O Menino
Grapiúna “(…) Que outra coisa tenho sido senão um romancista de putas e
vagabundos? Se alguma beleza existe no que escrevi, provém desses despossuídos,
dessas mulheres com ferro em brasa, os que estão na fímbria da morte, no último
escalão do abandono. Na literatura e na vida, sinto-me cada vez mais distante
dos líderes e dos heróis, mais perto daqueles que todos os regimes e todas as
sociedades desprezam, repelem e condenam.”
Jorge Amado, o filho da Bahia, o escritor que
levou a muitos milhões de pessoas a mensagem de um Brasil esmagado pelo peso da
ditadura militar, mas que Amado revelou ser humana e culturalmente muito rico,
o Brasil do sertão Baiano.
No ano letivo de 2012/2013, por ocasião do centenário do seu nascimento, e
no âmbito do projeto “Tablet de chocolate”, a Biblioteca Escolar pretende, na 7ª edição da Semana da
Leitura, este ano centrada na temática do MAR, lembrar “O menino do
cacau”, “O cavaleiro da esperança”, “O cantor da baianidade”, “O libertador do
povo brasileiro”… enfim, lembrar e fazer amar Amado.
terça-feira, 26 de março de 2013
Jorge Amado - Apontamento biográfico
Jorge Amado nasceu a 10 de agosto
de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, a
sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de
Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para
Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio António
Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Nessa altura, começou a trabalhar em
jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia
dos Rebeldes.
Publicou o seu primeiro romance, O
país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem
teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou o seu segundo romance, Cacau.
Formou-se pela Faculdade Nacional
de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a
procurar o exílio na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que
fez uma longa viagem pela América Latina. Ao voltar ao Brasil, em 1944,
separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi eleito membro da
Assembleia Nacional Constituinte, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB),
tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado
foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de
culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
Em 1947, ano do nascimento de
João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e os seus
membros foram perseguidos e presos. Jorge Amado vê-se obrigado a fugir com a
família para França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu
no Rio de Janeiro a sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde
nasceu a sua filha Paloma.
De volta ao Brasil, Jorge Amado
afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros
do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura.
Foi eleito, em 6 de abril de 1961, membro da Academia Brasileira de Letras.
A obra literária de Jorge Amado conheceu
inúmeras adaptações ao cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de
escolas de samba em várias partes do Brasil. Os seus livros foram traduzidos
para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de
audiolivro.
Jorge Amado morreu em Salvador,
no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme o seu desejo, e as suas cinzas
foram enterradas no jardim da sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que
completaria 89 anos.
A obra de Jorge Amado mereceu
diversos prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam:
Estaline da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino
(Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria
de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo
(Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil,
Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil,
1997).
Recebeu títulos de Comendador e
de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e
Argentina, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no
Brasil, em Itália, em França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela
Sorbonne, em França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, durante a
sua última viagem a Paris, quando já estava doente.
Jorge Amado orgulhava-se do
título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
Fonte: Fundação Jorge Amado
quinta-feira, 21 de março de 2013
DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS
As atuais comemorações têm as
suas raízes em manifestações antigas, nomeadamente no culto das árvores e das
florestas de culturas antigas e que ainda perduram.
Os gregos e os romanos tinham o
culto de várias divindades que associavam às árvores. Os celtas acreditavam na
magia das árvores e que cada uma tinha o seu próprio poder. A simbologia
estendeu-se também às florestas, espaço de mistério e de sentimentos
conflituais que excitam a imaginação e o fantástico. As comemorações referenciadas
na antiga Grécia e em Roma assumem a sua expressão mais celebrizada em França
como símbolo do novo regime que sucedeu à Revolução Francesa “as árvores da
liberdade”.
As actuais comemorações e
as“Festas da Árvore”, do início do século, têm a sua raiz no Dia da Árvore, dia
especialmente dedicado à plantação de árvores no Nebrasca (EUA), face à
escassez de florestas, com início em 10 de abril de 1872.
Muitos países se seguiram nesta
iniciativa. As comemorações tinham lugar em diferentes épocas, dependendo das
condições climáticas.
Em Portugal, a primeira “Festa da
Árvore” foi comemorada em 1907, estendendo-se estas comemorações, sobretudo
durante o período inicial da 1.ª República, até 1917. Foram interrompidas pelo
Estado Novo. Para alguns a “Festa da Árvore” não passava de um culto pagão,
sendo destruídas as árvores plantadas.
Em dezembro de 1970, no âmbito
das comemorações do Ano Europeu da Conservação da Natureza, foi retomada a
celebração oficial do “Dia da Árvore”, por proposta da então Direção-Geral dos
Serviços Florestais e Aquícolas e da Liga para a Proteção da Natureza.
A “Festa da Árvore” passou
a“Festa da Floresta” quando, em 1971, a FAO estabeleceu o "Dia Mundial da
Floresta" com o objetivo de sensibilizar as populações para a importância
da floresta na manutenção da vida na Terra.
Em Portugal foi celebrado o
primeiro “Dia Mundial da Floresta” em 1974, tendo sido escolhida, como em
muitos outros países do hemisfério norte, a data de 21 de março, o primeiro dia
de primavera.
Em 30 de novembro de 2012, a
Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que declara o dia 21
de março de cada ano como Dia Internacional das Florestas, encarregando o
Secretariado de, em colaboração com os governos e as demais organizações
internacionais e da ONU, organizar anualmente as comemorações do Dia
Internacional.
DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE
A 23 de novembro celebra-se, na
Península Ibérica, o Dia da Floresta Autóctone. Esta efeméride surge em
complemento do Dia Mundial da Floresta - 21 de março - pouco adequado à
plantação de espécies autóctones nos países do sul da Europa.
Assim, sugere-se a plantação de
árvores no dia da Floresta Autóctone e a rega (se necessário) no Dia Mundial da
Floresta.
A EVOLUÇÃO DA FLORESTA
A floresta na Península Ibérica,
durante as mudanças climáticas pleistocénicas, com avanços e recuos dos gelos
continentais, era diferente das florestas atuais.
Antes da última glaciação
tínhamos no nosso território um clima subtropical húmido, estando coberto por
florestas de lenhosas sempre-verdes com composição semelhante à que se observa
hoje, nos Açores, Canárias e Madeira. Aqui este tipo de floresta não foi
devastado pela última glaciação devido às temperaturas não atingirem os baixos
valores do continente.
Esta floresta designa-se
Laurissilva por ter árvores da família das Lauráceas, como o loureiro Laurus
nobilis, o til Ocotea foetens ou o vinhático Persea indica.
Na serra de Sintra ainda
persistem algumas espécies relíquia da Laurissilva como o feto-dos-carvalhos Davallia
canariensisou o feto-folha-de-hera Asplenium hemionitis.
Durante a última glaciação o
nosso país teve um clima muito frio, desaparecendo a Laurissilva e passando a
ter uma cobertura vegetal semelhante à actual taíga. Abundavam pinheiros e Juniperus
como a sabina-das-praias.
Depois da última glaciação a
floresta apresenta espécies adaptadas ao novo clima, predominando carvalhos,
género Quercus,e a faia Fagus sylvatica.
A nossa espécie instala-se na
Europa em plena última glaciação e assiste/colabora na formação da floresta
atual. De início, a humanidade aproveita a proteção e riqueza disponibilizada
pela floresta: caça, frutos, água. Quando inicia o cultivo de cereais e a
domesticação dos animais inicia-se a degradação da floresta. Intensifica-se com
a procura de lenha e de carvão, exploração de madeira e alargamento do espaço
pastoril e agrícola.
A construção de naus, durante os
descobrimentos, teve grande responsabilidade na exploração e declínio das
florestas europeias. A maior parte da floresta de serra de Sintra foi então
destruída.
Com as montanhas desarborizadas,
a população começou a viver do pastoreio. Os fogos e queimadas também
contribuíram para a desertificação das nossas montanhas. Passam a estar
cobertas por urzes, giestas, tojos, torgas e carqueja.
Portugal foi artificialmente
rearborizado a partir do século XIX. Na serra de Sintra foram utilizados o
pinheiro-bravo Pinuspinaster, o cedro do Buçaco Cupressus lusitanica e o
eucalipto Eucaliptus globulus.
A não substituição por matas
fundadas na vegetação natural – equilibrada e estável - teve como consequência
a pesada fatura dos fogos. Após o grande incêndio de 1966, criaram-se condições
para se instalarem as espécies invasoras como as acácias, o pitósporo e as
háquias.
Actualmente, no topo, predominam
os pinhais bravos, eucaliptais e acaciais, que o fogo periodicamente devora. O
avanço das espécies invasoras é cada vez maior.
A fauna da serra, onde já viveram
ursos, cervos, javalis, lobos, gatos-bravos, lebres, não pode hoje ser rica
dado o predomínio de espécies exóticas.
A FLORESTA ATUAL NA SERRA DE SINTRA
Estima-se que, atualmente, apenas
persista 1% da vegetação arbórea natural. No entanto, o clima especial, a
diversidade de exposições e de composição geológica permitem uma notável
biodiversidade: cerca de 900 plantas autóctones, sendo, cerca de metade,
mediterrânicas ou oeste-mediterrânicas. Nos espaços mais abrigados ocorre a
regeneração do carvalhal.
Floresta de carvalho cerquinho
Ainda se encontram quase todas as
espécies do género Quercusespontâneas em Portugal: o sobreiro Quercus suber vê-se
com frequência a meia altitude nas encostas setentrionais mais frescas, o
carvalho-alvarinho ou roble Quercus robur, que subsiste na humidade das
vertentes mais a norte de clima mais suave, o carvalho-negral Quercus pyrenaica
prefere a parte superior da montanha mais fria e com solos mais ácidos e secos,
e o carrasco Quercus coccifera por toda a serra, este preferindo as encostas
mais secas, onde se intercala com a azinheira Quercus rotundifolia, o Quercus
lusitanica a carvalhiça, carvalho arbustivo característico de zonas outrora
ocupadas por floresta, o carvalho-cerquinho Quercus faginea nos terrenos
calcários, e nas vertentes setentrional e meridional a média altitude Quercus
rotundifolia, a azinheira. Coabitam com o azevinho Ilex aquifolium,o
medronheiro Arbutus unedo, o folhado Viburnum tinus, o zambujeiro Olea europaea
var. sylvestris a gilbardeiraRuscus aculeatus e violetas Viola odorata nas
margens dos caminhos.
Carvalho negral
Zambujeiro
Próximo das linhas de água
crescem os freixos Fraxinus angustifolia, amieirosAlnus glutinosa, aveleiras Corylus
avellana, salgueiro-preto Salix atrocinerea e o ulmeiro Ulmus minor.
Musgos, líquenes, fetos e grande
variedade de cogumelos encontram aqui habitat privilegiado. Cerca de 140
espécies de cogumelos foram já identificadas na serra.
Prof. Honório Marques
Bibliografia: www.icnf.pt
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
S. Valentim na Biblioteca Escolar da Gama Barros
À semelhança de anos anteriores, no S. Valentim não faltou cor, corações, emoções, poesia e, este ano, chocolate claro!
A caixa do correio teve, também, bastante procura, embora os sms pareçam estar a impor-se ao suporte papel.
As nossas caixinhas surpresa tiveram muito sucesso... corações de chocolate de leite, negro, branco, vermelho, recheados com caramelo, levaram, mesmo os mais reticentes, a não resistir a levar um pouco de doçura para a pessoa amada. Mas mais do que o chocolate, não podia faltar a poesia.
Pequenos cartões com excertos de poemas de Fernando Pessoa completavam este "miminho" concebido, com dedicação, por vários elementos da equipa da Biblioteca Escolar.
Aqui ficam as imagens e a doçura das palavras...
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