terça-feira, 15 de outubro de 2013

Visita de Estudo ao Parque dos Poetas - Alunos do 8º 5ª (re)visitam António Gedeão

No âmbito da exposição “A Física no dia-a-dia na escola”, patente na biblioteca escolar até ao próximo dia 5 de novembro, a turma 5ª do 8º ano, uma das turmas envolvidas no projeto “Tablet de Chocolate”, premiado pelas Ideias com Mérito da RBE, realizou uma visita de estudo ao Parque dos Poetas, em Oeiras, no passado dia 10 de outubro. A visita foi organizada pela professora bibliotecária, Filomena Lima, e pela professora de Português, Ana Paula Luz e nela participaram, também, a Diretora de Turma, Professora Angelina Fortes e os Professores responsáveis pelo projeto Fotomaton, Conceição Pedruco e Pedro Vidal. O grupo de visitantes deteve-se, sobretudo, junto da estátua de António Gedeão e depois, com o apoio de um guião, especialmente concebido para a visita, e dos professores, “visitou” todos os poetas e poetisas que se encontram representados na primeira fase do parque. A iniciativa pretendeu não só “dar a conhecer” alguns poetas portugueses do século XX, motivando os alunos para o estudo do texto poético, mas também preparar o trabalho a desenvolver no âmbito do projeto acima referido, neste caso a criação de “e-books” sobre alguns deste poetas e poetisas, por exemplo, António Gedeão e Sophia de Mello Breyner Andresen.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ALUNOS DO 7º 1ª EXPLORAM BIBLIOTECA ESCOLAR

À semelhança de anos anteriores, os alunos dos 5º e 7º anos, realizaram as “Visitas Orientadas” à Biblioteca Escolar, acompanhados pelos respetivos professores de Português. Durante 90 minutos, os alunos realizam um conjunto de atividades cujo objetivo é o de dar a conhecer este importante espaço da escola, algumas das suas regras básicas de funcionamento e também “contactar” de perto com algumas das obras que irão ler ao longo do ano letivo.
Aqui fica o testemunho da Beatriz Rosalino sobre essa atividade. Hoje, os alunos do 7º 1ª da Escola Básica e Secundária de Gama Barros exploraram a Biblioteca Escolar. Com a ajuda da professora de Português e da professora bibliotecária, aventuraram-se pelo recheio da Biblioteca e fizeram atividades para ficarem a conhecer melhor este espaço e os livros que vão estudar este ano. No âmbito da disciplina de Português, no dia 3 de outubro, os alunos do 7º 1ª da Escola Gama Barros visitaram, pela primeira vez, a Biblioteca Escolar, onde fizeram atividades para ficarem a conhecer melhor este espaço. Realizaram ainda diversas atividades, em grupo, sobre os livros que irão ler este ano letivo: preencheram os espaços em branco da sinopse do livro História da Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar e escreveram o nome das personagens do mesmo, de acordo com as imagens, no Ipad, o puzzle da capa do livro O Cavaleiro da Dinamarca e preencheram uma ficha com as suas referências bibliográficas. Também pintaram e colaram tecidos e cartolinas numa imagem do livro História da Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar. Por fim preencheram uma ficha com informações sobre a Estante das Generalidades. Segundo os alunos, estas atividades foram muito interessantes para conhecerem as condições e ofertas da Biblioteca. Beatriz Rosalino, Nº5, 7º 1ª

segunda-feira, 29 de abril de 2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

"Leituras com chocolate" para Assistentes Operacionais e Administrativos

À semelhança do ano anterior, a professora bibliotecária dinamizou, no âmbito da Semana da Leitura, duas  sessões de leitura para os Assistentes Operacionais e, este ano, também para os Assistentes Administrativos .
Tendo em conta o projeto "Tablet de Chocolate", que está a ser implementado, a obra escolhida foi o romance de Laura Esquivel, Como Água para Chocolate.
 
Depois de breves considerações sobre a escritora e o género literário em que esta obra se inscreve, passou-se a um momento de interação em que se exploraram algumas capas deste livro e se formularam algumas hipóteses sobre a ação deste romance. A sessão terminou com a leitura de excertos do primeiro capítulo e, claro, com uma chávena de chocolate quente.
 
 

"Amado Jorge"

Parte integrante da exposição "A(mar) Amado", o Power Point com excertos de testemunhos de personalidades do mundo da política, da literatura, da música, atraiu as atenções de todos os que visitaram a exposição.


Exposição A(mar) Amado 1912 - 2012



A imagem de Jorge Amado que ficará, para sempre, guardada na nossa retina será a de um homem informal, descontraído, bem-disposto e que não gostava de falar de coisas tristes. Será também a imagem de um homem amante da vida, de um homem que viveu e amou o povo - o povo das praças, dos morros, das vielas, dos becos, das praias, dos terreiros de santos, das roças de cacau… E será, ainda, a imagem do escritor que escolheu para personagens principais dos seus livros  jagunços, matutos, pescadores, meninos de rua, prostitutas, lavadeiras do Senhor do Bonfim.

Tal como ele próprio afirma em O Menino Grapiúna “(…) Que outra coisa tenho sido senão um romancista de putas e vagabundos? Se alguma beleza existe no que escrevi, provém desses despossuídos, dessas mulheres com ferro em brasa, os que estão na fímbria da morte, no último escalão do abandono. Na literatura e na vida, sinto-me cada vez mais distante dos líderes e dos heróis, mais perto daqueles que todos os regimes e todas as sociedades desprezam, repelem e condenam.”

Jorge Amado, o filho da Bahia, o escritor que levou a muitos milhões de pessoas a mensagem de um Brasil esmagado pelo peso da ditadura militar, mas que Amado revelou ser humana e culturalmente muito rico, o Brasil do sertão Baiano.

No ano letivo de 2012/2013,  por ocasião do centenário do seu nascimento, e no âmbito do projeto “Tablet de chocolate”, a Biblioteca Escolar  pretende, na 7ª edição da Semana da Leitura, este ano centrada na temática do MAR, lembrar “O menino do cacau”, “O cavaleiro da esperança”, “O cantor da baianidade”, “O libertador do povo brasileiro”… enfim, lembrar e fazer amar Amado.











terça-feira, 26 de março de 2013

Jorge Amado - Apontamento biográfico







Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, a sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio António Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Nessa altura, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou o seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou o seu segundo romance, Cacau.
Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a procurar o exílio na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez uma longa viagem pela América Latina. Ao voltar ao Brasil, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi eleito membro da Assembleia Nacional Constituinte, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
 
 
Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e os seus membros foram perseguidos e presos. Jorge Amado vê-se obrigado a fugir com a família para França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro a sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu a sua filha Paloma.
De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, membro da Academia Brasileira de Letras.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações ao cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Os seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.
Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme o seu desejo, e as suas cinzas foram enterradas no jardim da sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.
A obra de Jorge Amado mereceu diversos prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam: Estaline da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).
Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, em Itália, em França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, em França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, durante a sua última viagem a Paris, quando já estava doente.
Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
Fonte: Fundação Jorge Amado