Para aprofundar a história de uma das vozes mais marcantes do século XX, convidamo-lo(a) a explorar o nosso Wakelet dedicado a Anne Frank. Neste espaço digital reunimos conteúdos cuidadosamente selecionados — textos, imagens, vídeos e recursos educativos — que ajudam a compreender melhor a vida, o contexto histórico e a atualidade da mensagem deixada no seu diário. É uma oportunidade para aprender, refletir e sentir, ao seu ritmo, através de diferentes perspetivas. Basta apontar a câmara do seu telemóvel ao código QR que partilhamos e deixar-se conduzir por este percurso de descoberta e memória que continua, hoje, mais relevante do que nunca.
Kasimporquesim
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Uma sessão de leitura que é também uma lição de história e uma mensagem de humanidade...
Rosa Branca decide
investigar para onde os soldados levam, em camiões, as crianças judias,
revelando um gesto de profunda humanidade num contexto de desumanização. A
narrativa, enriquecida pelas ilustrações intensamente realistas e de grande
qualidade que caracterizam o trabalho de Roberto Innocenti, convida à reflexão,
à empatia e à memória, valores essenciais para a formação de leitores
conscientes e cidadãos atentos à História.
"Leituras de porta em porta" assinalam o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
No âmbito da
programação da Biblioteca Escolar para assinalar o Dia Internacional em Memória
das Vítimas do Holocausto, celebrado a 27 de janeiro, realizou-se mais uma
edição da atividade “Leituras de porta em porta”.
O texto selecionado foi
um excerto da obra “Holocausto”, de Irene Flunser Pimentel, que dá a conhecer a
forma como Hitler e as SS planearam a política antissemita do regime nazi, bem
como as diferentes mutações que a chamada “Solução Final” foi sofrendo ao longo
do tempo, sempre orientada para um único e trágico objetivo: o extermínio do
povo judeu.
À semelhança de edições
anteriores, esta atividade — que prevê a distribuição de uma proposta de
leitura junto da comunidade docente, das assistentes administrativas e dos
assistentes operacionais — contou com a colaboração empenhada de um grupo de
alunos e alunas monitoras da Biblioteca Escolar. Com grande sentido de
responsabilidade e dedicação, deram o seu melhor para fazer chegar esta
proposta de leitura a toda a comunidade educativa, contribuindo para a
preservação da memória e para a reflexão crítica sobre um dos períodos mais
sombrios da História.
“Na muito abundante
historiografia sobre a Shoá tende-se a considerar que o mecanismo do extermínio
dos judeus procedeu por etapas, ou estádios, num processo em espiral de
radicalização de violência imparável. Esta interpretação prende-se com vários
motivos, entre os quais com o facto de Hitler nunca ter referido diretamente a
«Solução Final» e o da existência de tendências rivais e contraditórias
relativamente àquela no regime. Parece hoje pacífico concluir que não existiu um
programa predeterminado e consistente de genocídio e, mesmo que tenha havido
uma espiral de radicalização, a destruição física dos judeus não seria
previsível antes de meados de 1941, ao ser preparada a chamada Operação
Barbarossa, de invasão da URSS.
A chamada – pelos nazis - «Solução
Final do problema judaico» terá surgido como solução circunstancial em resposta
às dificuldades do regime. Pioneiro na interpretação de um processo por etapas
que levou à Shoá foi o historiador Paul Hilberg, que enumerou os cinco estádios
da política antissemita nazi:
1. Definição dos judeus e a
proibição de certas atividades e profissões.
2. Expropriação.
3. Concentração e fecho em guetos.
4. Deportação.
5. Genocídio.
Mais tarde, o historiador Yehuda Bauer também considerou que a política nazi relativamente aos judeus se desenvolveu por estágios, o que não quer dizer que num determinado momento de viragem de um para o outro não tivesse havido a consideração de outras opções, sempre incluídas na ideia de que os judeus não tinham lugar, não só na Alemanha, como na Europa e no mundo. Consoante os períodos, foram escolhidas diferentes formas de política antissemita e a própria expressão «Solução Final» sofreu mutações ganhando ao longo do tempo, entre os nazis, significados diferentes e integrando diversos tipos de «soluções». (…)
Primeira etapa: de 1933 a setembro de 1939
Em 1933, havia na Alemanha cerca de
525 mil judeus, dos quais perto de 37 mil fugiram logo após a subida ao poder
de Adolf Hitler. Apesar das diversas medidas antissemitas introduzidas nos
quatro anos seguintes, apenas uma média anual de cerca de 25 mil judeus
«emigrou» da Alemanha. Com a chamada «anexação» da Áustria, onde viviam, em
1938, entre 190 mil e 250 mil judeus, o número destes elevou-se a meio milhão
em toda a Alemanha, ficando quase idêntico ao dos judeus que viviam neste país
em 1933. Em 1939, 250 mil judeus já tinham abandonado o território da Grande
Alemanha.
Nessa primeira fase, tratou-se de
tornar insuportável a vida dos judeus na Alemanha, pela via legislativa,
jurídica, bem como através de interdições profissionais e da violência física
nas ruas. Os nazis começaram por desencadear contra os judeus uma guerra
económica, através de campanhas de boicote ao comércio nas suas mãos. O
fundamento era o antissemitismo, central na ideologia nazi, segundo o qual o
mundo era apresentado como o resultado de uma luta darwiniana inelutável pelo
domínio do mundo entre «arianos» - a raça pura – e os judeus, a «raça» de tal
forma «Impura» que eram percecionados como não humanos, embora poderosos e, por
isso, os mais perigosos. A geografia foi fundamental, pois era objetivo dos
nacional-socialistas a reconstituição daquilo a que chamavam «grande Alemanha»,
não se tratando apenas de extinguir o império colonial, mas criar um Lebensraum
a leste, que incluía a Ucrânia, a Polónia, os países bálticos e a Rússia.
Após o incêndio do Reichstag em fevereiro de 1933, a partir do qual foram neutralizados os principais adversários políticos, sobretudo de esquerda, a começar pelos comunistas e social-democratas, o outro principal alvo dos nazis foi a população judaica. O regime hitleriano procedeu ao boicote do comércio judeu, em 1 de abril de 1933, ao qual se seguiu a exclusão dos judeus das profissões liberais e da função pública. O objetivo nazi relativamente aos judeus era então isolá-los e fazer com que «emigrassem», vindo a principal impulsão antissemita para os eliminar do espaço público dos ativistas de base do NSDAP, da SA e, depois, do complexo Gestapo-SS-SD. (…)
A «Noite de Cristal»
Já no seio do
regime nazi, os principais dirigentes dividiam-se entre uma política violenta
relativamente aos judeus e o receio da má-vontade internacional. Entre os
primeiros, contava-se o ministro dos Negócios Estrangeiros Joachim von
Ribbentrop, mas este perderia então alguma influência junto de Hitler, face ao
chefe do Plano de Quatro Anos, Göring, e ao presidente do Reichsbank Halmar
Schacht, que defendiam um abrandamento da política antissemita. Em agosto de
1938, além de os seus passaportes passarem a incluir o J, os judeus foram
obrigados a acrescentar na sua documentação oficial e nos passaportes os nomes
de Israel e Sara, respetivamente para os homens e as mulheres.
Mas, ao contrário do desejo de
Hitler de se ver «livre dos judeus» nos territórios alemães, com a incorporação
de cerca de 190 mil a 250 mil judeus da Áustria e da Checoslováquia, o Grande
Reich tinha de novo uma população judaica de cerca de meio milhão de pessoas.
Entretanto, em 29 de setembro de 1938, a Alemanha e a Itália assinaram com a
França e a Grã-Bretanha o Acordo dos Appeasers de Munique que forçava a
Checoslováquia a ceder à Alemanha a região montanhosa dos Sudetas, na
Checoslováquia. Na sua vontade de expulsar os judeus da Grande Alemanha, Hitler
não teve de atuar diretamente para acelerar a «arianização» da sua propriedade,
empreendida por Göring desde 1937, nem para orientar a violência na Áustria,
onde os militantes do Partido Nazi e os membros da SA introduziram o terror.
Para que a emigração se
transformasse em expulsão dos judeus, foi desencadeada a chamada «Noite de
Cristal» (9-10 de novembro de 1938), nova etapa de violência antissemita instigada
por Goebbels, que queria recuperar os favores de Hitler. De novo, este
continuou a permanecer na sombra dos bastidores, sem dar abertamente luz verde
ao seu ministro de Propaganda, nem se responsabilizar pela violência dos pogroms,
que se revelaram claramente impopulares e foram até recebidos com
hostilidade por outros membros do regime nazi.
Com o pretexto do assassínio de um
Secretário da Embaixada da Alemanha em Paris, às mãos do judeu polaco Hershel
Grynzpan, foi desencadeada uma onda de violência antissemita por toda a
Alemanha e pela Áustria, às mãos da SS e da SA, por vezes com a passividade
cúmplice de muitos alemães. Nessa designada «Noite de Cristal», expressão
eufemística dos nazis que remeteu para o vidro das lojas, casas e templos de
culto judaico partidas e para os incêndios que perduraram três dias, cem judeus
foram assassinados durante eventos e as crianças judias foram expulsas de
orfanatos.
Trinta mil judeus foram presos e
enviados para campos de concentração, 11 mil dos quais para Dachau e cerca de
10 mil para Buchenwald. Centenas morreriam em cativeiro, antes que os
sobreviventes fossem libertados, após assegurarem que partiriam da Alemanha,
deixando os seus bens. Terão sido destruídas, segundo números oficiais, 267
sinagogas, incendiados e esvaziados 7500 armazéns comerciais, vivendas
comunitárias judaicas e casas privadas de judeus. Na Áustria, a brutalidade
ainda foi proporcionalmente maior, pois o pogrom resultou na destruição
de 42 sinagogas, na morte de 27 judeus e no ferimento com gravidade de centenas
deles, bem como 6500 presos e enviados para Dachau.(…)
Entretanto, no início de dezembro de
1938, os proprietários judeus foram forçados a vender os bens que lhes
restavam. No último dia do ano, as empresas e os trabalhadores independentes
judeus foram obrigados a cessar as suas atividades. No discurso proferido no
Reichstag, em 30 de janeiro de 1939, por ocasião da comemoração da sua chegada
ao poder, Hitler «profetizou» que a Europa não encontraria a paz até que a
questão judaica fosse resolvida. Avisou que, se conseguisse lançar a Europa
numa nova guerra, a «raça judaica da Europa» seria aniquilada. Em abril de
1939, os inquilinos judeus em território alemão ficaram despojados de todos os
direitos face ao proprietário do imóvel que habitavam e, em dezembro, foi-lhes
retirada a carta de condução.
Entretanto, em 14 e 15 de março de 1939, sob pressão alemã, os eslovacos declararam a independência relativamente à antiga Checoslováquia e as tropas alemãs ocuparam este país, em violação dos acordos de Munique, vindo a criar o protetorado da Boémia e Morávia. No dia 31 de março, a França e a Grã-Bretanha, que nada haviam feito relativamente à agressão da Checoslováquia, garantiram a integridade das fronteiras do Estado polaco. Entre 7 e 15 de abril, a Itália fascista invadiu e anexou a Albânia, mas teve de se confrontar com uma grande resistência, que levaria mais tarde a Alemanha a ajudar esse país do Eixo, mandando tropas para os Balcãs. Em 22 de maio, a Itália e a Alemanha concluíram o Pacto de Aço e, em 23 de agosto, o último país assinou com a URSS um pacto de não agressão e um acordo secreto de divisão da Europa de Leste em esferas de influência.”
Pimentel, I. F. (2020). Holocausto. Temas e Debates.
Mensagem de António Guterres no Dia Internacional em Memória da Vítimas do Holocausto
António Guterres, Secretário Geral da ONU, lembra as vítimas do Holocausto e sublinha o crescente antissemitismo na atualidade bem como a proliferação dos discursos de ódio e de intolerância a que devemos estar atentos.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Para conheceres o Museu Aristides de Sousa Mendes
E a propósito das sessões de leitura do livro "A inspiradora História de Aristides", não percas a seguinte visita à Casa do Passal...
Há Leituras na Biblioteca: “A inspiradora História de Aristides”
No âmbito da
programação destinada a assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do
Holocausto, que se assinala a 27 de janeiro, a Biblioteca Escolar promoveu mais
uma sessão da atividade “Há Leituras na Biblioteca”, desta vez dedicada ao
livro “A inspiradora História de Aristides – Um herói do mundo inteiro”.
A atividade, dinamizada
para as turmas do 6.º ano, está a decorrer no âmbito da disciplina de Português
e é orientada pela professora bibliotecária, Filomena Lima, que deu a conhecer
aos alunos a vida e a ação de um dos maiores heróis portugueses do século XX:
Aristides de Sousa Mendes.
Durante a leitura e
exploração da obra, os alunos ficaram a conhecer a coragem e o sentido
humanista deste diplomata português que, durante a Segunda Guerra Mundial,
enquanto cônsul de Portugal em Bordéus, decidiu desrespeitar as ordens do
regime de Salazar e passar milhares de vistos a todos os que o procuraram. Com
este gesto, Aristides salvou milhares de vidas, sobretudo de judeus que
tentavam fugir à perseguição nazi.
A sessão permite, ainda,
refletir sobre as consequências desta decisão. Apesar de mais tarde ter sido
reconhecido internacionalmente como “Justo entre as Nações”, Aristides de Sousa
Mendes foi severamente punido pelo regime, perdendo todos os seus bens,
incluindo a sua casa, e acabando por morrer na miséria.
Os alunos ficam, também,
a saber que, atualmente, a sua casa, em Cabanas de Viriato, é um museu aberto
ao público, o que lhes permite ter uma noção mais concreta da dimensão e do
impacto da obra de Aristides durante a Segunda Guerra Mundial.
Conhecido em todo o
mundo como o homem que terá salvo um dos maiores números de judeus durante o
Holocausto, o feito de Aristides de Sousa Mendes continua a ser um exemplo
maior de coragem, solidariedade e defesa dos direitos humanos — valores que
importa preservar e dar a conhecer às novas gerações.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
No âmbito da
articulação entre a Biblioteca Escolar e os docentes de Ciências Naturais do
5.º ano, está a decorrer uma atividade pedagógica centrada nos temas do Ar e da
Água, envolvendo os alunos em diferentes tarefas de grupo, dinâmicas e
complementares. Esta iniciativa teve como principais objetivos reforçar os
conhecimentos adquiridos em sala de aula e promover a literacia da leitura,
através da utilização de diversos recursos informativos e lúdicos disponíveis
na biblioteca.
As duas primeiras tarefas privilegiam a pesquisa orientada em livros. Na primeira, os alunos recorrem ao livro “Kididoc – A água” para localizar informação e completar pequenas frases que revelam curiosidades e factos interessantes sobre este recurso essencial à vida. Na segunda tarefa, utilizando o livro “Ciência Divertida – AR”, os grupos resolvem um crucigrama, colocando em prática a leitura atenta e a compreensão dos conceitos científicos trabalhados.
A terceira atividade introduz uma vertente mais lúdica, através do Jogo “Quiz das Ciências e Invenções”, que permite consolidar conhecimentos de forma divertida e participativa. Por fim, os alunos aprofundam a sua compreensão sobre o ciclo urbano da água com o visionamento de um vídeo produzido pelo grupo AdP – Águas de Portugal, promovendo a reflexão sobre a importância da gestão sustentável da água.
Em balanço, esta
atividade revela-se uma experiência muito positiva, contribuindo para o
desenvolvimento de competências de leitura, pesquisa e trabalho colaborativo,
ao mesmo tempo que reforça aprendizagens significativas na área das Ciências
Naturais e permite a participação dos alunos em atividades experimentais, no
Exploratório, em turnos.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Clube de Leitura: livros que dão voz às experiências de vida
A biblioteca escolar
acolheu mais uma sessão do Clube de Leitura, dinamizada com a turma 2.ª do 9.º
ano, no âmbito da disciplina de Português, numa estreita parceria entre a
biblioteca escolar e a docente Carla Barroso. Este encontro voltou a afirmar-se
como um espaço privilegiado de partilha, reflexão e diálogo, tendo os livros
como ponto de partida para a construção do pensamento crítico e da empatia.
Sobre a mesa estiveram
várias obras da literatura juvenil contemporânea: “Ghost”, de Jason Reynolds, “O
Filme da Minha Vida”, de Maitê Carranza, “Famílias em Construção”, de Margarida
Fonseca Santos, e “Não te Afastes”, de David Machado. Cada aluno escolheu
excertos significativos das suas leituras, que foram partilhados através de leitura
em voz alta, promovendo a escuta atenta e o respeito pela voz do outro.
A partir desses
excertos, surgiram propostas de temas para debate e reflexão. Falou-se de superação e crescimento pessoal, de relações
familiares, de separações e partilhas, de perdas e do poder curativo da amizade,
entre muitos outros assuntos igualmente relevantes e próximos da realidade dos
alunos. As leituras revelaram-se verdadeiros espelhos de experiências, emoções
e desafios comuns à adolescência.
O Clube de Leitura
confirmou, uma vez mais, ser uma experiência profundamente enriquecedora, onde
se partilham livros, mas sobretudo experiências de vida, sentimentos e pontos
de vista. A biblioteca escolar assume, assim, o seu papel como espaço de
encontro, de escuta e de formação de leitores críticos, sensíveis e conscientes
do mundo que os rodeia.
E a propósito da atividade "Lançar sonda na Biblioteca", vem conhecer um pouco melhor a Estação Espacial Internacional
A Estação Espacial
Internacional (EEI) é um dos maiores exemplos de cooperação científica e
tecnológica à escala global. A orbitar a Terra a cerca de 400 quilómetros de
altitude, esta “casa no espaço”, e verdadeiro laboratório espacial, acolhe
astronautas de vários países que aí vivem e trabalham durante um determinado
período de tempo, realizando experiências científicas que ajudam a compreender
melhor o espaço, o nosso planeta, e até o próprio corpo humano.
No vídeo que se segue,
vais poder descobrir como funciona a Estação Espacial Internacional, quem lá
trabalha, quais são as suas principais missões, e porque é que este projeto é
tão importante para o futuro da ciência e da exploração espacial. Prepara-te
para uma viagem fascinante além da Terra!
“Lançar sonda na biblioteca: ciência, leitura e criatividade em órbita”
No âmbito do projeto “Newton
gostava de ler”, a biblioteca escolar vai transformar-se, ao longo das próximas
duas semanas, num verdadeiro centro de lançamento científico com a atividade “Lançar
sonda na biblioteca”, uma proposta interdisciplinar que alia leitura, ciência e
trabalho colaborativo. Esta atividade resulta de uma articulação entre a
biblioteca escolar e os docentes de Físico-Química do 7.º ano. A atividade
inicia-se com um momento de leitura em voz alta, dinamizado pela professora
bibliotecária, Filomena Lima, a partir de alguns poemas do livro “Pó de
Estrelas”, de Jorge Sousa Braga. Através da palavra poética, os alunos são
convidados a viajar pelo universo, despertando a curiosidade e a imaginação.
Enquanto ouvem a
leitura dos poemas, os alunos devem associar corretamente os títulos e as
ilustrações aos respetivos poemas, organizando-os pela ordem correta. Esta
atividade promove a atenção, a interpretação e a sensibilidade estética,
reforçando a ligação entre texto verbal e imagem. A poesia funciona, assim,
como ponto de partida para a exploração de temas científicos ligados ao espaço.
Segue-se um breve
momento expositivo dedicado à evolução da conquista do espaço, com destaque
para a importância dos telescópios, das sondas espaciais e dos observatórios
astronómicos no avanço do conhecimento científico. De forma acessível e
motivadora, os alunos ficam a compreender como a ciência e a tecnologia têm
permitido observar mais longe e compreender melhor o universo.
Todavia, o momento mais mobilizador da atividade surge com o trabalho prático em grupo. Os alunos são desafiados a “criar” uma “sonda espacial”, recorrendo apenas a materiais de uso comum que devem adquirir na “loja” respeitando um “orçamento” limitado — sacos e copos de plástico, luvas de borracha, balões, algodão, esferovite, entre outros.
O grande desafio consiste em proteger um ovo cru, de modo a que este
permaneça intacto após o lançamento da “sonda” do cimo de um escadote. Esta
tarefa exige criatividade, cooperação e a aplicação de conhecimentos de Física,
nomeadamente de estratégias para reduzir o impacto de um objeto ao atingir o
solo.
“Lançar sonda na
biblioteca” revela-se uma atividade exigente e altamente motivadora, onde a
leitura, a ciência e a experimentação caminham lado a lado. Mais do que um
desafio técnico, é uma oportunidade para os alunos aprenderem de forma ativa,
testarem hipóteses, cometerem erros e refletirem sobre soluções — sempre com a
biblioteca escolar como espaço privilegiado de descoberta, aprendizagem e
inspiração.










































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