domingo, 17 de julho de 2022

“O Dicionário do Menino Andersen” de Gonçalo M. Tavares inspira alunos do 6.º ano

 

Chegámos ao final do ano letivo e com ele ao final de mais um projeto dinamizado pela Biblioteca Escolar/CRE. Falamos do projeto “Ler e Escrever+ com a Biblioteca Escolar” que pretendeu desenvolver competências nos domínios da leitura e da escrita e mitigar o impacto negativo nas aprendizagens provocado pela pandemia de Covid-19.

Uma das atividades dinamizadas no âmbito deste projeto desenvolveu-se em parceria com a disciplina de Português, numa fase inicial, e com a disciplina de Educação Visual, na fase final. Partiu-se do aprofundamento do estudo da tipologia de texto “Entrada do dicionário”, tendo os alunos começado por um trabalho de consulta de significados de várias palavras em dicionários em suporte de papel e em suporte digital. Seguiu-se a leitura de excertos do livro “O Dicionário do Menino Andersen” de Gonçalo M. Tavares, uma obra que apresenta definições de várias palavras com recurso a uma linguagem metafórica, criativa e, podemos dizê-lo, por vezes, mesmo poética.

Este registo foi, de alguma forma, fonte de inspiração para os nossos alunos do 6.º ano que, a pares, tiveram de encontrar uma definição diferente da do dicionário convencional para duas palavras relacionadas com a “Água” – tema da flexibilidade curricular no nosso Agrupamento.

Para alguns alunos foi um trabalho muito fácil, a musas estiveram com eles nas sessões dinamizadas na biblioteca escolar; para outros, exigiu um pouco mais de esforço, mas, na verdade, todos conseguiram atingir os objetivos, revelando grande criatividade e fazendo com que conseguíssemos alcançar os objetivos a que nos propúnhamos.

Por fim, havia que criar o dicionário de cada uma das turmas envolvidas. A professora Ana Teresa Caixinha revelou toda a sua criatividade e empenho na forma como orientou os alunos durante o processo de ilustração de cada uma das palavras, e na forma como concebeu o produto final – um pequeno livro-harmónio que pode ser lido nas duas faces de cada uma das folhas que o compõem.



Aqui ficam algumas fotografias dos trabalhos dos alunos, e do momento em que a Professora Ana Teresa Caixinha explicou aos Pais/Encarregados de Educação todo o processo de elaboração deste dicionário.













segunda-feira, 13 de junho de 2022

Aprender a escrever como os Romanos faziam…



Foi no passado dia 2 de junho que se realizou uma Oficina Educativa na Biblioteca Escolar da EBS Gama Barros dinamizada pela Dra. Marta Ribeiro, do Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, intitulada “Litterarum Ductus – Escrever como os romanos faziam”.

Embora não fazendo parte das atividades integradas no Projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro Que Lá Mora”, esta oficina funcionou como uma espécie de encerramento oficial do Projeto, que envolveu a turma 2.ª do 5.º ano da Escola Básica e Secundária de Gama Barros.

No âmbito deste projeto, os alunos tiveram a oportunidade de visitar o Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas no qual observaram várias inscrições latinas de índole funerária e religiosa.

Nesta oficina, a Dra. Marta Ribeiro “conduziu” os alunos numa “viagem” às regras da escrita da Antiguidade Clássica, partindo da leitura dos textos inscritos em várias placas funerárias.

O desafio foi enorme e muito interessante… era preciso observar as regras para a escrita das letras, não esquecendo que em Latim não existiam, por exemplo, as letras “j” e “u”.

Os alunos simularam uma apresentação feita no início do ano escolar, e utilizando como material base a cera e um estilete, inscreveram o seu primeiro nome, a filiação, um cognome latino que adotaram e, finalmente, a sua idade. Curiosamente, os cognomes mais escolhidos foram “Comilão” que em Latim se dizia “SATVRVS/SATVRA” e “Estudioso” cujo equivalente em Latim é “STVDIOSVS/STVDIOSA”.

No final, todos fizeram a sua apresentação em Latim e levaram para casa a “Tabuinha encerada”. Foi mais uma interessante aprendizagem de entre tantas outras proporcionadas por este projeto.

 










domingo, 29 de maio de 2022

Workshop com a Ilustradora Danuta Wojciechowska resulta na criação de um Totem sobre os Deuses Romanos

 

Foi na passada quinta-feira, dia 25 de maio, que, no âmbito do projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro Que lá Mora”, o 5.º 2.ª participou durante toda a manhã numa Oficina Artística com a ilustradora do livro “Duas Irmãs em Odrinhas”, Danuta Wojciechowska. A sessão partiu da observação e da exploração de obras de arte, sobretudo de pintura e de escultura, que representam os Deuses Romanos. Foi feito um trabalho prévio de sensibilização sobre as cores a utilizar na representação de cada um dos deuses e ainda sobre os diferentes símbolos que os identificam.

Foi uma manhã muito inspiradora e muito criativa e, acima de tudo, foi um privilégio para estes alunos poder aprender tanto sobre ilustração com uma personalidade que já tem uma obra tão vasta e que já ilustrou livros de autores tão reputados como, por exemplo, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ondjaki ou Mia Couto.





















Projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro Que Lá Mora” leva alunos do 5.º 2.ª ao Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas

 


Na segunda-feira realizou-se a Visita de Estudo ao Museu de Odrinhas no âmbito da qual também se realizou uma oficina artística com a Ilustradora Danuta Wojciechowska.

Os alunos foram recebidos na entrada do “Livro de Pedra”, como muitas das vezes é designado este interessante Museu e, depois, visitaram a sala dedicada ao santuário consagrado ao Sol e ao Oceano. Os vestígios arqueológicos deste santuário situam-se numa plataforma rochosa frente ao mar, entre a Praia das Maçãs e a Praia Pequena e continua a ser alvo de escavações arqueológicas.

Nessa sala do museu estão expostas, de entre outros achados, várias pedras de altar cuja função a Dra. Marta Ribeiro deu a conhecer aos alunos; estes puderam, também, ler algumas das inscrições gravadas nessas pedras. Passámos, de seguida, a visitar os vestígios de uma “Villa” romana que se situa no exterior do edifício principal. Aí ouvimos, uma vez mais, as interessantes explicações da Dra. Marta, que nos fez viajar para o tempo em que os romanos ocupavam a Península Ibérica. Não muito longe da cidade de Olissipo, atual Lisboa, os mais afortunados possuíam casas em zonas rurais, como é o caso de Odrinhas, onde passavam algumas temporadas e onde procuravam alguma tranquilidade e um contacto mais próximo com a natureza. Infelizmente, e como nos foi explicado, pouco resta desta “Villa” romana pois, no tempo de D. Afonso Henriques, foi aí construída uma capela e um cemitério, precisamente recorrendo às pedras desta bonita “Villa”. Atualmente, ainda podemos observar os restos de uma grande sala - a Exedra - e os bonitos mosaicos de uma outra divisão.

A visita continuou na sala “Cronos Devorator” onde apreciámos vários objetos que, vítimas da passagem do tempo, passaram a desempenhar funções completamente diferentes do seu propósito inicial. Assim, por exemplo, vários túmulos foram, com a passagem do tempo, transformados em pias batismais, vasos de plantas, ou até mesmo comedouros para animais.

Depois de visitado o Museu, a ilustradora Danuta Wojciechowska deu as orientações para a Oficina Artística que os alunos iriam realizar. Munidos de uma folha de desenho e de um lápis de carvão, os alunos foram distribuídos por várias salas do Museu e pela Villa Romana, e aí puderam desenhar, durante alguns minutos, algumas das peças que tinham previamente observado. A oficina terminou com uma técnica muito original, a técnica de "Scratchboard" ou "Grattage", segundo a qual os alunos, com a ajuda de um estilete, “gravaram” esse desenho numa placa negra com fundo colorido. Foi uma boa surpresa ver o produto final criado por estes alunos que, certamente, não esquecerão esta tarde tão feliz passada no Museu de Odrinhas.