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segunda-feira, 20 de abril de 2026
Desinformação e “Fake News”: Educar para Pensar Criticamente
No âmbito da disciplina de Português, as turmas do 9.º ano
têm vindo a participar na atividade “Desinformação e Fake News”, uma
iniciativa da Biblioteca Escolar que pretende desenvolver o espírito crítico
dos alunos face à informação que consomem diariamente.
A atividade organiza-se em três momentos distintos. Num
primeiro momento, é feita a definição e explicitação do conceito de “fake
news”, recorrendo a um vídeo da plataforma TedEd, que serve de ponto de partida
para a reflexão. Segue-se a leitura de quatro exemplos de notícias — duas
verdadeiras e duas falsas — desafiando os alunos a distinguir entre informação
credível e conteúdos manipulados.
O segundo momento consiste numa dinâmica de trabalho de
grupo, em que cada grupo recebe uma tarefa específica. Entre as atividades
desenvolvidas destacam-se a leitura e interpretação de exemplos de “fake news”,
a análise de excertos das obras “Fake News – Não te deixes enganar”, de
Simona Levi, e “Fake News – Questiona Tudo”, de Susan Martineau e Vicky
Barker. Os alunos são, ainda, convidados a identificar estratégias utilizadas
pela publicidade enganosa e pela propaganda, refletindo sobre a forma como
estas influenciam a perceção da realidade. Paralelamente, exploram alguns
mecanismos do cérebro humano que contribuem para a aceitação de informações
falsas, como os vieses cognitivos e a tendência para confirmar crenças
pré-existentes.
Por fim, no terceiro momento, realiza-se a partilha e debate
das conclusões dos seis grupos de trabalho em cada turma, promovendo a troca de
ideias e o desenvolvimento de competências argumentativas.
Esta atividade revela-se de extrema importância num contexto
em que a desinformação circula com grande rapidez, sendo fundamental capacitar
os alunos para questionar, analisar e validar a informação. Destaca-se ainda a
reflexão sobre o papel crescente da Inteligência Artificial na criação e
disseminação de conteúdos que podem distorcer a realidade.
Educar para a literacia mediática é, hoje mais do que nunca,
formar cidadãos conscientes, críticos e preparados para os desafios do mundo
digital.






