quinta-feira, 2 de julho de 2020

"Os Vivos e os Outros" - Novo livro de José Eduardo Agualusa



E tal como tínhamos prometido, aqui fica mais uma sugestão de leitura. "Os Vivos e os Outros" o novo livro do autor Angolano galardoado com alguns dos mais prestigiados prémios nacionais e internacionais. 

"Para onde vamos depois do fim? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página do novo livro de Agualusa. O cenário é o da beleza única e mágica da Ilha de Moçambique - onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias.
Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local."

Para ler as páginas iniciais deste livro, siga o link:

https://www.quetzaleditores.pt/produtos/ficha/os-vivos-e-os-outros/21394798

Nota: Depois de entrar na página da Editora Quetzal, clique na capa do livro em "LER" para aceder às primeiras páginas.


A importância da leitura




Todos nós, em particular quem trabalha diariamente com jovens e com livros, sabe bem qual o impacto dos hábitos de leitura no desenvolvimento pessoal, intelectual e até emocional do indivíduo.
Infelizmente, muitos são aqueles que não se deixam seduzir pela leitura e que consideram essa prática "Uma seca".
- "Stora, não gosto de ler..."- ouvimos muitas vezes. A esta afirmação contrapomos muitas vezes com a afirmação:
- "É porque ainda não te cruzaste com o livro certo para ti."
E logo depois, pensamos em sugerir este e aquele livro, e tentamos perceber quais os interesses desse jovem e fazemos um esforço enorme para encontrar um título que, efetivamente, o possa cativar.
Tenho conseguido "levar" a leitura a alguns jovens e é com muito prazer que oiço:
- "Tinha razão stora! O livro é muito fixe!"
Uma gota não faz o oceano, mas grão a grão...
Aqui ficam algumas sugestões que podem ajudar pais e professores nesta "luta" diária pelo livro e pela leitura. "7 dicas que eu uso para criar hábitos de leitura nos meus filhos" e "10 dicas para uma aventura literária com os mais novos", especialmente destinados aos pais dos mais jovens, e "Porque devemos ler?" uma pequena reflexão do psiquiatra Daniel Sampaio sobre a importância da leitura.
E, já agora, porque não começa hoje a ler um livro?

"7 dicas que eu uso para criar hábitos de leitura nos meus filhos"
https://blog.clubedeleytura.com/blog/42dc8e2c-0903-42ad-aade-6b81771e7ddd

"10 dicas para uma aventura literária com os mais novos"
https://blog.clubedeleytura.com/blog/ab91b8c0-fb94-4bab-887c-ca1a63286cd6

"Porque devemos ler?"
https://blog.clubedeleytura.com/blog/5503a817-b19a-4ea5-a0a2-88374104dd22?fbclid=IwAR3sTkHpiCY_q-MopA7mj0JRh7XgtYKcNklzb-fasdhUhc2e2Q3B179vD_Q

Veja, ainda hoje, no nosso blogue, mais uma sugestão de leitura.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Livro "Amália - Ditadura e Revolução - A História Secreta"


Ainda a propósito do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, a Biblioteca Escolar divulga o lançamento do livro da autoria do jornalista Miguel Carvalho que pretende dar a conhecer o lado político, secreto da rainha do fado. 
O livro reúne centenas de documentos como entrevistas da fadista, cartas, fotografias e muitos outros documentos que revelam como Amália se relacionou com o Antigo Regime e como apoiou muitos anti-fascistas na luta pela liberdade de expressão em Portugal.
Aqui pode aceder ao "Booktrailer"

https://www.wook.pt/livro/amalia-ditadura-e-revolucao-miguel-carvalho/24068003

Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues

Fotografia de "Library of Congress"

Centenário do nascimento de Amália Rodrigues
(Lisboa,1 de julho de 1920 – Lisboa, 6 de outubro de 1999)

“De chinela no pé e uma enorme timidez, lá subiu Amália ao palco, em representação de Alcântara, bairro onde vivia com os avós, para cantar o fado que lhe abriria as portas do destino para o qual estava guardada: o de cantadeira. Alguns anos mais tarde, Amália Rodrigues seria a fadista mais bem paga de sempre e, também, a grande embaixadora de Portugal no mundo inteiro.
Teve uma infância muito difícil, quase sem amor ou carinho, e, talvez por isso, interpretava o fado como ninguém. Aquela música, com a sua tristeza inerente, dramática e lânguida, fora-lhe colocada no peito no preciso momento em que veio ao mundo e chorou pela primeira vez. Amália era a personificação do fado.”
Com apenas 15 anos foi vender fruta para a zona do Cais da Rocha e imediatamente chamou a atenção de quem por ali passava devido ao timbre especial da sua voz.
“Sempre se sentiu uma espécie de “Maria vai com as outras”: quando era uma menina, as vizinhas chamavam-na à janela a pedir-lhe que lhes cantasse uma canção, e ela cantava-lhes tangos de Gardel. Quando a chamaram para cantar pela primeira vez no estrangeiro, em Nova Iorque, ela foi. Queriam-na por duas semanas, mas fez um sucesso tal que acabou por ficar quatro meses. Sempre que a chamavam para cantar, ela ia, fosse para onde fosse, e assim se fez o seu caminho para o sucesso. Foi também assim que foi parar ao cinema e à revista: chamaram-na, e ela foi. Gostava mais de fazer cinema, já que o texto a ajudava a esconder a sua timidez extrema e que a acompanharia até ao fim da vida. Quando fazia revista, já não era bem assim, e, como nunca sabia o que dizer, cantava.
Pela primeira vez, o fado viajou até aos quatro cantos do mundo e o público, ainda que não falasse português, compreendia o sentimento contido naquela voz inigualável. Do Japão ao Brasil, não havia quem não se rendesse à sua comovente e lânguida maneira de cantar.
Cantou coisas inimagináveis que nunca antes um fadista se atrevera a cantar, como poemas de Luís de Camões, de Alexandre O’Neill ou de José Régio. E, ainda que poucos o saibam, a maioria dos versos que cantava eram seus.”
Cantou outros grandes poetas do seu tempo como David Mourão Ferreira, José Carlos Ary dos Santos e Manuel Alegre.
“É ainda a Amália que devemos a iconografia da fadista de vestido preto e xaile ao peito, de olhos fechados e rosto erguido – antes dela, as fadistas não se vestiam assim. Do rosário de penas que Deus lhe pôs no peito, Amália bordaria um xaile negro que a acompanhava quando se apresentava em público.
Tudo em Amália é imenso e intemporal, seja o legado que deixou – de ter aproximado o fado e a poesia portuguesa das gentes de todo o mundo -, seja o arrepio intenso que nos invade o corpo quando a ouvimos cantar.
Silêncio, que se vai cantar o fado.”

In Vicente, L. (2018). Portuguesas Com M Grande. Lisboa: Nuvem de Tinta


Oiça dois dos grandes fados de Amália - “Gaivota” - poema de Alexandre O’Neill e composição de Alain Oulman e “Povo que lavas no rio” de Pedro Homem de Mello. 

Para isso, clique nos seguintes links:


https://www.youtube.com/watch?v=HJ-ugf0_YPg

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Rodolfo Castro e uma história sobre Animais de Estimação, ou não.



Em final de tarde, provavelmente, numa altura em que vai passear o seu animalzinho de estimação, propomos a história "Finn Hermann" contada pelo inigualável Rodolfo Castro.
Divirta-se...
Siga o link:

https://www.facebook.com/watch/?v=1329134997285341

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Expressão “Tirar o pai da forca” tem origem num milagre de Santo António

Santo António tirando o pai da forca, Autor desconhecido, Séc. XVI
Óleo s/madeira. Museu de Lisboa.


Assinala-se amanhã, dia 13 de junho, o Dia de Santo António. Durante algumas pesquisas, sobretudo quando me preparava para partilhar a origem de algumas “Expressões com História”, acabei por ler a explicação da expressão “Tirar o pai da forca”. 
A expressão utiliza-se, como sabes, quando alguém passa por nós em grande correria. 
A origem desta expressão remonta ao século XIII, ao ano de 1227, quando Santo António já estava em Pádua. Ao que parece, Santo António terá sentido que alguém o chamava, desesperado, da cidade de Lisboa. Na verdade, esse pressentimento tinha a ver com o seu pai. Então, Santo António ter-se-á sentado a um canto da Igreja de Pádua, terá enfiado o capuz na cabeça, e terá começado a meditar. No meio da meditação, viu-se na cidade de Lisboa, onde o pai ia ser enforcado por ter sido acusado, injustamente, de ter matado um homem. Conta-se que Santo António terá conseguido ressuscitar esse homem, que contou a verdade, e o pai de Santo António foi libertado. 
Nessa altura, Santo António viu-se, de novo, no canto da Igreja de Pádua, como se nunca de lá tivesse saído. As pessoas da terra juraram que ele não se tinha mexido e que passara o dia todo embrulhado no seu hábito em meditação.
Santo António é considerado padroeiro dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos idosos, das grávidas, dos pescadores, agricultores, viajantes e marinheiros; dos cavalos e burros; dos pobres e dos oprimidos; é invocado para achar coisas perdidas, para conceber filhos, para evitar naufrágios e para conseguir casamento.


Fonte:

Vieira, A. (2012). Expressões com História. Alfragide: Texto Editores, Lda.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Desafio sobre o Dia 10 de junho



No dia 10 de junho, a Biblioteca Escolar lança-te um desafio - um pequeno questionário para testar o que, na verdade, sabes a propósito deste feriado nacional. Para participares basta clicares no link e, depois de te identificares, responderes a todas as perguntas até ao dia 18 de junho.
A lista dos 10 melhores classificados será publicada no final da próxima semana.
O vencedor receberá um prémio.

Participa e aprende mais sobre a história do teu país e de alguns dos seus símbolos.

https://docs.google.com/forms/d/1q_e_cN0diQy2n9qtWVw1ShnBD4NHMRLS1PzjjmQvK_A/edit

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Rapazes que Ousam Ser Diferentes - John Carlos e Tommie Smith



John Carlos e Tommie Smith em protesto no México

Depois da rubrica “Em abril, Mulheres mil” que fomos publicando no nosso blogue durante o mês de abril, é agora a vez de a biblioteca escolar destacar várias figuras do sexo masculino cuja vida e/ou obra fizeram com que se evidenciassem do comum dos mortais.
Num período em que as questões raciais estão na ordem do dia, e em que os motins e os confrontos proliferam nos Estados Unidos da América na sequência do assassinato de George Floyd, começamos por lembrar John Carlos e Tommie Smith.


“Em 1968, no México, decorriam os Jogos Olímpicos de Verão, e as medalhas foram dadas aos vencedores da corrida dos 200 metros. Em vez do habitual aplauso ensurdecedor, a multidão ficou completamente silenciosa. Não podiam acreditar no que estavam a ver.
Contra as regras da competição, dois negros norte-americanos, John Carlos e Tommie Smith, fizeram um gesto político, cada um levantando o punho para protestar contra a maneira como os negros estavam a ser tratados no seu país de origem.
Eles queriam mostrar que estavam ao lado de todos aqueles que lutavam pela igualdade. (…) Quando o público percebeu o que se estava a passar, começaram a apupá-los, atirando-lhes coisas e gritando insultos racistas contra os dois atletas. Foram ambos levados, expulsos da equipa dos Estados Unidos e banidos dos Jogos Olímpicos.
Depois disso, enfrentaram ambos tempos difíceis. Era difícil conseguir trabalho, e receberam ameaças de morte nas suas casas. (…) Na escola, os seus filhos sofriam de bullying.(…)
Apesar de o seu protesto ter prejudicado as suas carreiras, nem John nem Tommie se arrependem do que fizeram. Tornaram-se lendas, e prepararam o palco para os atletas do futuro falarem em nome de pessoas menos afortunadas, que lutam para que as suas vozes sejam ouvidas. Agora há estátuas deles em universidades e museus por toda a América. Eles provaram a todos que o poder do desporto pode ser aproveitado para fazer o bem.”

Fonte: 

Brooks, B. (2018). Histórias para rapazes que ousam ser diferentes. Queluz: Editorial Presença.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

"Refugiado" é a nossa sugestão de leitura para os jovens no Dia Mundial da Criança



No Dia Mundial da Criança, deixamos uma sugestão de leitura para os mais jovens e um pedido de solidariedade para com as crianças refugiadas feito pelo próprio autor do livro que sugerimos.
“Refugiado” é um livro da autoria de Alan Gratz, um escritor Norte-Americano, já com vários livros publicados que lhe valeram excelentes críticas e alguns prémios.
Trata-se de um livro com três narrativas diferentes, sobre três crianças diferentes, em momentos temporais diferentes, mas com uma missão comum – Fugir.
“Refugiado” conta a história de Josef, de Isabel e de Mahmoud. Josef é um rapaz judeu que vive na Alemanha Nazi, nos anos 30, que é obrigado a fugir para a América numa tentativa de fuga aos Campos de Concentração. Isabel é uma rapariga cubana que, em 1994, foge, num pequeno bote, rumo aos Estados Unidos para escapar aos diversos motins e distúrbios que proliferam no seu país. Mahmoud é um rapaz sírio que, em 2015, vê a sua pátria ser dilacerada pela violência e pela destruição e que ruma à Europa em busca de paz.
Todos eles vão enfrentar várias aventuras e deparar-se com grandes perigos. Embora em momentos históricos diferentes, as histórias destas três crianças vão ligar-se, no final, devido a alguns factos chocantes.
“Refugiado” é uma boa prenda para o Dia Mundial da Criança.
Vá até uma livraria e ofereça-o a uma criança da sua família. Ao fazê-lo está a ajudar a UNICEF pois parte da receita proveniente da venda deste livro é doada pelo autor a esta organização Internacional para apoiar os seus esforços na ajuda a crianças refugiadas em todo o mundo.
Se quiser, veja o vídeo do lançamento do livro, aqui:

domingo, 31 de maio de 2020

Lançamento online do livro "Quem dá asas às palavras"


No âmbito da comemoração dos 50 anos de vida literária da escritora Luísa Ducla Soares, o audiolivro “Quem dá asas às palavras”, da autoria de Luísa Ducla Soares e Daniel Completo e com ilustrações, na versão impressa, de João Vaz de Carvalho, será apresentado, em direto, online, amanhã, dia 1 de junho, pelas 16h30min. A apresentação é realizada através do canal Youtube. 

Para assistir basta seguir o link:

https://www.youtube.com/watch?v=Tm6dl9OQcTo