sábado, 23 de abril de 2022

23 de abril - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

 


Hoje, dia 23 de abril, assinala-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Este dia foi instituído pela UNESCO em 1995 e a data foi escolhida por este dia estar associado ao nascimento e à morte de grandes escritores da literatura mundial - no dia 23 de abril de 1616 faleceu Miguel de Cervantes. O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare. Também neste dia, em 1899, nasceu Vladimir Nabokov.

Este dia pretende chamar a atenção para a importância do livro como um veículo de acesso à cultura e como essencial para a promoção da literacia.

Mais recentemente, tem vindo a chamar-se, cada vez mais, a atenção para a questão do respeito pelos Direitos de Autor.

A Biblioteca Escolar assinala este dia com a partilha de alguns vídeos alusivos a esta data – um sobre a história do livro, e os outros precisamente sobre aspetos a considerar quando publicas material como sendo da tua autoria quando, na realidade, estás apenas a fazer uma cópia de algo que não foste tu que criaste.

Vê os seguintes vídeos, pensa nestas questões e respeita os direitos de autor.

https://youtu.be/InzDjH1-9Ns


sexta-feira, 22 de abril de 2022

Conhecer os Romanos…na Biblioteca Escolar

 


Foi na passada quarta-feira, dia 20 de abril, que se dinamizou na Biblioteca Escolar mais uma atividade no âmbito do Projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro Que Lá Mora” que envolve a turma 2.ª do 5.º ano da Escola Básica e Secundária de Gama Barros.

Tendo em conta que o Museu “adotado” pelo nosso Agrupamento é o Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, desta vez, a atividade foi realizada em articulação com a disciplina de História e Geografia de Portugal e pretendeu, sobretudo, aprofundar e consolidar os conhecimentos já adquiridos sobre os Romanos.

“Conhecer os Romanos” é uma atividade concebida pelas professoras bibliotecárias, Filomena Lima e Gracinda Silva e desenvolve-se a partir do labirinto de uma cidade romana – em cada uma das cinco “estações” pelas quais os alunos têm de passar, cada grupo deve encontrar o caminho para cinco edifícios diferentes, a saber:

- a Villa Romana;

- os Banhos Públicos;

- o Anfiteatro;

- o Templo;

- o Forte.

Em cada estação há que descobrir várias curiosidades sobre cada um destes edifícios, através da consulta de livros, e da realização de alguns exercícios lúdicos como uma sopa de letras, um crucigrama e outros.

Registe-se que estas cinco tarefas foram precedidas do visionamento e exploração da App “Colisseum” que reconstrói o Coliseu de Roma ao tempo da sua inauguração.

Os alunos mostraram-se muito empenhados e entusiasmados ao longo dos 100 minutos de aula com todas as atividades propostas e esperam, agora, com entusiasmo, pela visita de estudo ao Museu de Odrinhas, prevista para o dia 13 de maio.
















Dia 22 de abril - Dia da Terra

 A Biblioteca Escolar propõe, neste Dia da Terra, o visionamento de um pequeno filme que, pensamos nós, certamente não o vai deixar indiferente perante o estado do planeta. Por favor, pense o que poderá mudar no seu quotidiano para que esta ação destruidora que estamos a infligir sobre a "Nossa Casa" não continue a aumentar. Na verdade, só há mesmo UM planeta Terra... 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Projeto Newton Gostava de Ler - Lançar sonda na BE

 

Nos últimos dias de aulas antes da pausa da Páscoa, três turmas do 7.º ano participaram na atividade “Lançar sonda na BE”, dinamizada pela professora bibliotecária, no âmbito do projeto «Newton Gostava de Ler».

Este é um projeto já com tradição no nosso agrupamento e pretende associar a Ciência e a Literatura levando os alunos a assumir um papel ativo na dinamização de experiências científicas simples. As atividades desenvolvem-se, na sua esmagadora maioria, em articulação com o currículo de Ciências Naturais, Física e Química e Matemática, mas partindo sempre de leituras, regra geral, em voz alta, dinamizadas pelas professoras bibliotecárias.

Desta vez, foi o momento de os alunos das turmas 1.ª, 6.ª e 7.ª do 7.º ano ouvirem ler vários poemas do livro “Pó de Estrelas” de Jorge Sousa Braga, e de, após uma pequena recapitulação dos seus conhecimentos sobre o espaço, aceitarem um difícil desafio – lançar uma sonda na Biblioteca.


Estamos a falar de uma tarefa que implica conceber e desenhar um projeto, tendo por base um “orçamento limite” de 50 milhões de euros para aquisição de material com vista à proteção de um ovo cru que deverá ser, no final, lançado de uma altura de cerca de 2 metros.

As equipas mostraram-se muito empenhadas e entusiasmadas com esta atividade e perceberam, uma vez mais, que o trabalho em equipa é extremamente importante e que palavras como partilha, saber ouvir, debater e questionar são elementares quando está em causa um projeto, seja ele de caráter científico ou outro.

No final, muitas foram as equipas que conseguiram atingir o objetivo de “lançar a sua sonda” mantendo o ovo intacto. Outras não o conseguiram mas perceberam, uma vez mais, que em ciência é preciso experimentar, executar, testar, e tornar a fazer tudo de novo, se for preciso, corrigindo pequenos erros e aprendendo com a prática.

Aqui ficam as fotos de algumas equipas, dos seus projetos, e de alguns dos lançamentos.

























sábado, 26 de março de 2022

Alunos do 5.º 2.ª à conversa com a escritora Gilda Nunes Barata

 

As alunas que elaboraram o cartaz de boas-vindas à escritora

No passado dia 23 de março, recebemos na nossa Biblioteca a escritora Gilda Nunes Barata. Este encontro decorreu no âmbito do projeto “O Museu Aqui e Agora e o Futuro Que Lá Mora”, resultante de uma parceria entre a Câmara Municipal de Sintra e a Rede de Bibliotecas Escolares e que pretende, de entre outros objetivos, compreender a criação artística e cultural, valorizando o património local no âmbito de um trabalho de articulação entre a Biblioteca Escolar, os Museus de Sintra e o currículo.

A conversa com a escritora decorreu na sequência da leitura do seu livro “Duas irmãs em Odrinhas”, uma pequena narrativa em torno da história de duas irmãs, Rosa e Benedita, ligadas por fortes laços de amizade. Infelizmente, Rosa adoece gravemente e a sua irmã vai tentar, junto do Deus Cronos, ganhar tempo para Rosa sacrificando a sua infância e trocando o seu tempo para brincar, para ver televisão, para saltar à corda…pela vida da sua querida irmã.

Na realidade, e tal como a própria autora explicou aos alunos do 5.º 2.ª e a todos os presentes, nesta história a questão do tempo está omnipresente. Trata-se de uma história escrita para/sobre o Museu Arqueológico de Odrinhas, também conhecido como o Livro de Pedra. Muito do seu espólio confronta-nos, de facto, com a questão da passagem do tempo e da efemeridade da vida pelo que a escritora terá centrado a sua história em torno desta temática.

A escritora foi recebida no portão da escola pelo delegado e pela sub-delegada da turma 5.º 2.ª, turma que está envolvida neste projeto e, já na biblioteca, foi surpreendida por um cartaz de boas-vindas criado por algumas alunas da turma como apoio da diretora de turma, professora Cláudia Cardoso.

Os alunos e as alunas da turma colocaram várias e interessantes questões à escritora Gilda N. Barata que se mostrou muito disponível para responder a todas elas, nunca esquecendo uma palavra de reforço positivo para cada um do(a)s aluno(a)s.

No final, houve um momento de grande animação e competitividade pois os alunos participaram num jogo de Kahoot sobre o livro, criado pelas professoras bibliotecárias, Filomena Lima e Gracinda Silva.

Depois de uma troca de pequenas lembranças, e de a autora ter autografado os exemplares do seu livro existentes nas bibliotecas do Agrupamento, todos os presentes se juntaram em torno da escritora para uma fotografia de grupo que perpetuará uma manhã de agradável partilha de saberes e de experiências para todos. 














sexta-feira, 25 de março de 2022

Concurso de Poesia na EBS Gama Barros

 

Os vencedores do Concurso de Poesia

Este ano, o grupo de Português e a biblioteca escolar decidiram assinalar o Dia da Poesia lançando o desafio de um concurso de poesia aos alunos do Ensino Secundário. A adesão ao concurso foi enorme, havendo a registar várias dezenas de participantes com poemas inéditos, muitos deles de considerável qualidade literária. A tarefa do júri, do qual fizeram parte a coordenadora do Departamento de Línguas, professora Filomena Pereira, a coordenadora de Português, professora Fernanda Gomes, uma representante da Direção da Escola, a professora de Português, Sílvia Nogueira, e a professora bibliotecária, Filomena Lima, revelou-se, por isso, bastante difícil ao ter de escolher as três melhores composições poéticas.

Os três vencedores foram os seguintes alunos:

1.º lugar – Vasco Matos (12.º CT1)  Com a trilogia Desintegração, Autorreflexão, Metamorfose

2.º lugar – Rafael Lourenço (10.º AV1) com o poema Fim dos Tempos

3.º lugar – Ana Sofia Peralta (12.º CT1) com o poema Dizem ser uma família 

Para além de desejarmos que esta incursão dos alunos pelo mundo da poesia seja o prenúncio de uma longa viagem poética, queremos felicitar os vencedores e todos os restantes participantes pela forma empenhada com que se entregaram a esta iniciativa.

Muitos parabéns a todos e a todas.





E, claro, aqui ficam os poemas premiados…

1.º lugar – Vasco Matos 

Desintegração

Perdi-me no espaço vazio

Perdi-me na escuridão

Perdi-me no meu universo

 

Perdi-me nos meus sentimentos

Perdi-me em mim

Perdi-me, nos teus conselhos

 

Nos meus desejos

nos meus bocejos

nos meus olhos

no meu coração

 

Perdi-me, em

 

Tudo

 

Que me faça    

                         Ser

                                   Eu.

                                                                                 Perdi-me no mesmo caminho,

                                                                                 Incontáveis vezes. 


Autorreflexão.

Palavras consumidas pelo tempo

Perdidas na solidão

Roubadas pelo vento

Substituída pela impressão

 

Palavras de amor esquecidas

Perdões nunca perdoados

Mentes desvanecidas

Corações magoados

 

Destinados a ser o reflexo

De uma pequena gota de água

Puro e brilhante, ingénuo e simples.

-Destinados a sermos nós mesmos

 

                                                                           -Que sejamos sempre o reflexo

                                                                            de simples espontâneas pinceladas,

                                                                            numa tela por pintar.

 

 A arte de saber aprender a receber aquilo, que nem sempre podemos dar:

- Aos leitores que deixaram palavras por dizer, e perderam oportunidade de ultrapassar medos. 

 

Haverá       Sempre      Oportunidade       De     Florescer. 


Metamorfose.

 

É preciso cair, cair e cair,

Vezes sem conta, até murcharmos,

Até irmos ao limite dos nossos limites

 

Para finalmente,

Cairmos no sítio certo.

E aproveitarmos o solo mais rico

Para criar raízes

 

Crescer um caule

Crescerem folhas

E, crescerem

As

           Flores

                      Mais bonitas

                                            Que

                                                    Avistaste.

 

-sempre as foste.

                                                                                                                     

-A cura tem fases, como a água.

às vezes somos um mar revoltado

Ou um rio sereno, ou mesmo águas paradas.

Mas somos sempre água, em diferentes manifestações. 


2.º lugar – Rafael Lourenço 


FIM DOS TEMPOS

 

Com a chegada do dia da poesia,

Eu liberto da minha prisão interior.

Todos os sentimentos e por vezes ironia,

Criatividade e imaginação, tudo o que há na vida.

 

A altura não é a melhor,

Para pensar em paz e felicidade.

A meio de uma guerra que a muitos trouxe dor,

Provocada por aqueles que ao mundo não têm amor.

 

Pois é verdade que em diferentes sítios,

Se encontra muita gente de bom valor.

No entanto nos outros cantos há presente,

Seres que às vezes até parecem dementes.

 

Enlouquecidos pelo dinheiro e poder,

Confundidos por um falso sonho de controlo.

Em que querem trazer de volta os tempos,

Em que o globo tinha os impérios como donos.

 

Agora resta somente esperar,

Que o tempo passe e a guerra abrande.

Pois o que eu temo agora,

É que comecemos uma Guerra Nuclear.

 

Já estivemos mais longe desse ponto,

E da vista do “Czar” a NATO continua a provocar.

Se nós nos deixarmos desleixar,

Para a terceira guerra vamos todos juntos marchar.

 

Seria sem sombra de dúvidas,

O fim da vida como conhecemos.

E o maior perigo seria,

Não deixar a família viver,

Num mundo melhor,

Do que neste onde agora vivemos.


3.º lugar – Ana Sofia Peralta

Dizem ser uma família

 

Desde sempre, soube que tinha uma família bem constituída:

Tios, primos, pais, avós e mais os que nunca tinha visto.

Contudo, contando-os com o auxílio de uma mão,

Sempre vi poucos pássaros na casota acolhedora.

 

Nascido o passarinho, mais bem constituído era este abrigo.

Oh! Aquele ninho…um bando de amor interminável

Para apoiar o bicho trazido à fauna ingovernável.

(Não esquecer: o abrigo era, na mesma, vazio).

 

Daqui vejo, agora, a mesma casota, de outrora, desmembrada.

Fugiram? Não. Chegaram ao bando onde o tempo não existe.

(Não) Abandonaram o passarinho grande e os companheiros.

Não! Não comparemos os retirados com os ausentes…

 

Desde sempre, soube que tinha uma família bem constituída

Pelos necessários para tornarem este pequeno pássaro feliz.

Os restantes? São só os restantes que nada acrescentam,

Surgem, raramente, para marcar a sua (não) existência.

 

Ah…! Quem me dera que aquele abrigo de outrora fosse eterno.