terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Uma sessão de leitura que é também uma lição de história e uma mensagem de humanidade...

 


No âmbito da programação da Biblioteca Escolar para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizou-se uma sessão de leitura da obra “Rosa Branca”, de Roberto Innocenti. Através desta história comovente, procurou-se sensibilizar os alunos para os horrores da guerra e, em particular, para a perseguição infligida ao povo judeu e o sofrimento vivido nos campos de concentração. O contraste entre a brutalidade do regime nazi e a inocência, a solidariedade e o espírito de partilha da jovem protagonista é especialmente marcante.






Rosa Branca decide investigar para onde os soldados levam, em camiões, as crianças judias, revelando um gesto de profunda humanidade num contexto de desumanização. A narrativa, enriquecida pelas ilustrações intensamente realistas e de grande qualidade que caracterizam o trabalho de Roberto Innocenti, convida à reflexão, à empatia e à memória, valores essenciais para a formação de leitores conscientes e cidadãos atentos à História.


"Leituras de porta em porta" assinalam o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

 


No âmbito da programação da Biblioteca Escolar para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado a 27 de janeiro, realizou-se mais uma edição da atividade “Leituras de porta em porta”.

O texto selecionado foi um excerto da obra “Holocausto”, de Irene Flunser Pimentel, que dá a conhecer a forma como Hitler e as SS planearam a política antissemita do regime nazi, bem como as diferentes mutações que a chamada “Solução Final” foi sofrendo ao longo do tempo, sempre orientada para um único e trágico objetivo: o extermínio do povo judeu.

À semelhança de edições anteriores, esta atividade — que prevê a distribuição de uma proposta de leitura junto da comunidade docente, das assistentes administrativas e dos assistentes operacionais — contou com a colaboração empenhada de um grupo de alunos e alunas monitoras da Biblioteca Escolar. Com grande sentido de responsabilidade e dedicação, deram o seu melhor para fazer chegar esta proposta de leitura a toda a comunidade educativa, contribuindo para a preservação da memória e para a reflexão crítica sobre um dos períodos mais sombrios da História.







Aqui fica o excerto do livro "Holocausto" de Irene F. Pimentel que partilhámos com a nossa comunidade escolar:

“Na muito abundante historiografia sobre a Shoá tende-se a considerar que o mecanismo do extermínio dos judeus procedeu por etapas, ou estádios, num processo em espiral de radicalização de violência imparável. Esta interpretação prende-se com vários motivos, entre os quais com o facto de Hitler nunca ter referido diretamente a «Solução Final» e o da existência de tendências rivais e contraditórias relativamente àquela no regime. Parece hoje pacífico concluir que não existiu um programa predeterminado e consistente de genocídio e, mesmo que tenha havido uma espiral de radicalização, a destruição física dos judeus não seria previsível antes de meados de 1941, ao ser preparada a chamada Operação Barbarossa, de invasão da URSS.

            A chamada – pelos nazis - «Solução Final do problema judaico» terá surgido como solução circunstancial em resposta às dificuldades do regime. Pioneiro na interpretação de um processo por etapas que levou à Shoá foi o historiador Paul Hilberg, que enumerou os cinco estádios da política antissemita nazi:

 

1.   Definição dos judeus e a proibição de certas atividades e profissões.

2.    Expropriação.

3.    Concentração e fecho em guetos.

4.    Deportação.

5.    Genocídio.

 

Mais tarde, o historiador Yehuda Bauer também considerou que a política nazi relativamente aos judeus se desenvolveu por estágios, o que não quer dizer que num determinado momento de viragem de um para o outro não tivesse havido a consideração de outras opções, sempre incluídas na ideia de que os judeus não tinham lugar, não só na Alemanha, como na Europa e no mundo. Consoante os períodos, foram escolhidas diferentes formas de política antissemita e a própria expressão «Solução Final» sofreu mutações ganhando ao longo do tempo, entre os nazis, significados diferentes e integrando diversos tipos de «soluções». (…)

Primeira etapa: de 1933 a setembro de 1939

            Em 1933, havia na Alemanha cerca de 525 mil judeus, dos quais perto de 37 mil fugiram logo após a subida ao poder de Adolf Hitler. Apesar das diversas medidas antissemitas introduzidas nos quatro anos seguintes, apenas uma média anual de cerca de 25 mil judeus «emigrou» da Alemanha. Com a chamada «anexação» da Áustria, onde viviam, em 1938, entre 190 mil e 250 mil judeus, o número destes elevou-se a meio milhão em toda a Alemanha, ficando quase idêntico ao dos judeus que viviam neste país em 1933. Em 1939, 250 mil judeus já tinham abandonado o território da Grande Alemanha.

            Nessa primeira fase, tratou-se de tornar insuportável a vida dos judeus na Alemanha, pela via legislativa, jurídica, bem como através de interdições profissionais e da violência física nas ruas. Os nazis começaram por desencadear contra os judeus uma guerra económica, através de campanhas de boicote ao comércio nas suas mãos. O fundamento era o antissemitismo, central na ideologia nazi, segundo o qual o mundo era apresentado como o resultado de uma luta darwiniana inelutável pelo domínio do mundo entre «arianos» - a raça pura – e os judeus, a «raça» de tal forma «Impura» que eram percecionados como não humanos, embora poderosos e, por isso, os mais perigosos. A geografia foi fundamental, pois era objetivo dos nacional-socialistas a reconstituição daquilo a que chamavam «grande Alemanha», não se tratando apenas de extinguir o império colonial, mas criar um Lebensraum a leste, que incluía a Ucrânia, a Polónia, os países bálticos e a Rússia.

            Após o incêndio do Reichstag em fevereiro de 1933, a partir do qual foram neutralizados os principais adversários políticos, sobretudo de esquerda, a começar pelos comunistas e social-democratas, o outro principal alvo dos nazis foi a população judaica. O regime hitleriano procedeu ao boicote do comércio judeu, em 1 de abril de 1933, ao qual se seguiu a exclusão dos judeus das profissões liberais e da função pública. O objetivo nazi relativamente aos judeus era então isolá-los e fazer com que «emigrassem», vindo a principal impulsão antissemita para os eliminar do espaço público dos ativistas de base do NSDAP, da SA e, depois, do complexo Gestapo-SS-SD. (…)

A «Noite de Cristal»

Já no seio do regime nazi, os principais dirigentes dividiam-se entre uma política violenta relativamente aos judeus e o receio da má-vontade internacional. Entre os primeiros, contava-se o ministro dos Negócios Estrangeiros Joachim von Ribbentrop, mas este perderia então alguma influência junto de Hitler, face ao chefe do Plano de Quatro Anos, Göring, e ao presidente do Reichsbank Halmar Schacht, que defendiam um abrandamento da política antissemita. Em agosto de 1938, além de os seus passaportes passarem a incluir o J, os judeus foram obrigados a acrescentar na sua documentação oficial e nos passaportes os nomes de Israel e Sara, respetivamente para os homens e as mulheres.

            Mas, ao contrário do desejo de Hitler de se ver «livre dos judeus» nos territórios alemães, com a incorporação de cerca de 190 mil a 250 mil judeus da Áustria e da Checoslováquia, o Grande Reich tinha de novo uma população judaica de cerca de meio milhão de pessoas. Entretanto, em 29 de setembro de 1938, a Alemanha e a Itália assinaram com a França e a Grã-Bretanha o Acordo dos Appeasers de Munique que forçava a Checoslováquia a ceder à Alemanha a região montanhosa dos Sudetas, na Checoslováquia. Na sua vontade de expulsar os judeus da Grande Alemanha, Hitler não teve de atuar diretamente para acelerar a «arianização» da sua propriedade, empreendida por Göring desde 1937, nem para orientar a violência na Áustria, onde os militantes do Partido Nazi e os membros da SA introduziram o terror.

            Para que a emigração se transformasse em expulsão dos judeus, foi desencadeada a chamada «Noite de Cristal» (9-10 de novembro de 1938), nova etapa de violência antissemita instigada por Goebbels, que queria recuperar os favores de Hitler. De novo, este continuou a permanecer na sombra dos bastidores, sem dar abertamente luz verde ao seu ministro de Propaganda, nem se responsabilizar pela violência dos pogroms, que se revelaram claramente impopulares e foram até recebidos com hostilidade por outros membros do regime nazi.

            Com o pretexto do assassínio de um Secretário da Embaixada da Alemanha em Paris, às mãos do judeu polaco Hershel Grynzpan, foi desencadeada uma onda de violência antissemita por toda a Alemanha e pela Áustria, às mãos da SS e da SA, por vezes com a passividade cúmplice de muitos alemães. Nessa designada «Noite de Cristal», expressão eufemística dos nazis que remeteu para o vidro das lojas, casas e templos de culto judaico partidas e para os incêndios que perduraram três dias, cem judeus foram assassinados durante eventos e as crianças judias foram expulsas de orfanatos.

            Trinta mil judeus foram presos e enviados para campos de concentração, 11 mil dos quais para Dachau e cerca de 10 mil para Buchenwald. Centenas morreriam em cativeiro, antes que os sobreviventes fossem libertados, após assegurarem que partiriam da Alemanha, deixando os seus bens. Terão sido destruídas, segundo números oficiais, 267 sinagogas, incendiados e esvaziados 7500 armazéns comerciais, vivendas comunitárias judaicas e casas privadas de judeus. Na Áustria, a brutalidade ainda foi proporcionalmente maior, pois o pogrom resultou na destruição de 42 sinagogas, na morte de 27 judeus e no ferimento com gravidade de centenas deles, bem como 6500 presos e enviados para Dachau.(…)

            Entretanto, no início de dezembro de 1938, os proprietários judeus foram forçados a vender os bens que lhes restavam. No último dia do ano, as empresas e os trabalhadores independentes judeus foram obrigados a cessar as suas atividades. No discurso proferido no Reichstag, em 30 de janeiro de 1939, por ocasião da comemoração da sua chegada ao poder, Hitler «profetizou» que a Europa não encontraria a paz até que a questão judaica fosse resolvida. Avisou que, se conseguisse lançar a Europa numa nova guerra, a «raça judaica da Europa» seria aniquilada. Em abril de 1939, os inquilinos judeus em território alemão ficaram despojados de todos os direitos face ao proprietário do imóvel que habitavam e, em dezembro, foi-lhes retirada a carta de condução.

            Entretanto, em 14 e 15 de março de 1939, sob pressão alemã, os eslovacos declararam a independência relativamente à antiga Checoslováquia e as tropas alemãs ocuparam este país, em violação dos acordos de Munique, vindo a criar o protetorado da Boémia e Morávia. No dia 31 de março, a França e a Grã-Bretanha, que nada haviam feito relativamente à agressão da Checoslováquia, garantiram a integridade das fronteiras do Estado polaco. Entre 7 e 15 de abril, a Itália fascista invadiu e anexou a Albânia, mas teve de se confrontar com uma grande resistência, que levaria mais tarde a Alemanha a ajudar esse país do Eixo, mandando tropas para os Balcãs. Em 22 de maio, a Itália e a Alemanha concluíram o Pacto de Aço e, em 23 de agosto, o último país assinou com a URSS um pacto de não agressão e um acordo secreto de divisão da Europa de Leste em esferas de influência.”

 Pimentel, I. F. (2020). Holocausto. Temas e Debates. 




Mensagem de António Guterres no Dia Internacional em Memória da Vítimas do Holocausto

António Guterres, Secretário Geral da ONU, lembra as vítimas do Holocausto e sublinha o crescente antissemitismo na atualidade bem como a proliferação  dos discursos de ódio e de intolerância a que devemos estar atentos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Para conheceres o Museu Aristides de Sousa Mendes

 E a propósito das sessões de leitura do livro "A inspiradora História de Aristides", não percas a seguinte visita à Casa do Passal...

Há Leituras na Biblioteca: “A inspiradora História de Aristides”

No âmbito da programação destinada a assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que se assinala a 27 de janeiro, a Biblioteca Escolar promoveu mais uma sessão da atividade “Há Leituras na Biblioteca”, desta vez dedicada ao livro “A inspiradora História de Aristides – Um herói do mundo inteiro”.

A atividade, dinamizada para as turmas do 6.º ano, está a decorrer no âmbito da disciplina de Português e é orientada pela professora bibliotecária, Filomena Lima, que deu a conhecer aos alunos a vida e a ação de um dos maiores heróis portugueses do século XX: Aristides de Sousa Mendes.




Durante a leitura e exploração da obra, os alunos ficaram a conhecer a coragem e o sentido humanista deste diplomata português que, durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto cônsul de Portugal em Bordéus, decidiu desrespeitar as ordens do regime de Salazar e passar milhares de vistos a todos os que o procuraram. Com este gesto, Aristides salvou milhares de vidas, sobretudo de judeus que tentavam fugir à perseguição nazi.

A sessão permite, ainda, refletir sobre as consequências desta decisão. Apesar de mais tarde ter sido reconhecido internacionalmente como “Justo entre as Nações”, Aristides de Sousa Mendes foi severamente punido pelo regime, perdendo todos os seus bens, incluindo a sua casa, e acabando por morrer na miséria.

Os alunos ficam, também, a saber que, atualmente, a sua casa, em Cabanas de Viriato, é um museu aberto ao público, o que lhes permite ter uma noção mais concreta da dimensão e do impacto da obra de Aristides durante a Segunda Guerra Mundial.

Conhecido em todo o mundo como o homem que terá salvo um dos maiores números de judeus durante o Holocausto, o feito de Aristides de Sousa Mendes continua a ser um exemplo maior de coragem, solidariedade e defesa dos direitos humanos — valores que importa preservar e dar a conhecer às novas gerações.










quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

No âmbito da articulação entre a Biblioteca Escolar e os docentes de Ciências Naturais do 5.º ano, está a decorrer uma atividade pedagógica centrada nos temas do Ar e da Água, envolvendo os alunos em diferentes tarefas de grupo, dinâmicas e complementares. Esta iniciativa teve como principais objetivos reforçar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e promover a literacia da leitura, através da utilização de diversos recursos informativos e lúdicos disponíveis na biblioteca.

As duas primeiras tarefas privilegiam a pesquisa orientada em livros. Na primeira, os alunos recorrem ao livro “Kididoc – A água” para localizar informação e completar pequenas frases que revelam curiosidades e factos interessantes sobre este recurso essencial à vida. Na segunda tarefa, utilizando o livro “Ciência Divertida – AR”, os grupos resolvem um crucigrama, colocando em prática a leitura atenta e a compreensão dos conceitos científicos trabalhados.





A terceira atividade introduz uma vertente mais lúdica, através do Jogo “Quiz das Ciências e Invenções”, que permite consolidar conhecimentos de forma divertida e participativa. Por fim, os alunos aprofundam a sua compreensão sobre o ciclo urbano da água com o visionamento de um vídeo produzido pelo grupo AdP – Águas de Portugal, promovendo a reflexão sobre a importância da gestão sustentável da água.





Em balanço, esta atividade revela-se uma experiência muito positiva, contribuindo para o desenvolvimento de competências de leitura, pesquisa e trabalho colaborativo, ao mesmo tempo que reforça aprendizagens significativas na área das Ciências Naturais e permite a participação dos alunos em atividades experimentais, no Exploratório, em turnos.

 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Clube de Leitura: livros que dão voz às experiências de vida

 


A biblioteca escolar acolheu mais uma sessão do Clube de Leitura, dinamizada com a turma 2.ª do 9.º ano, no âmbito da disciplina de Português, numa estreita parceria entre a biblioteca escolar e a docente Carla Barroso. Este encontro voltou a afirmar-se como um espaço privilegiado de partilha, reflexão e diálogo, tendo os livros como ponto de partida para a construção do pensamento crítico e da empatia.

Sobre a mesa estiveram várias obras da literatura juvenil contemporânea: “Ghost”, de Jason Reynolds, “O Filme da Minha Vida”, de Maitê Carranza, “Famílias em Construção”, de Margarida Fonseca Santos, e “Não te Afastes”, de David Machado. Cada aluno escolheu excertos significativos das suas leituras, que foram partilhados através de leitura em voz alta, promovendo a escuta atenta e o respeito pela voz do outro.



A partir desses excertos, surgiram propostas de temas para debate e reflexão. Falou-se de superação e crescimento pessoal, de relações familiares, de separações e partilhas, de perdas e do poder curativo da amizade, entre muitos outros assuntos igualmente relevantes e próximos da realidade dos alunos. As leituras revelaram-se verdadeiros espelhos de experiências, emoções e desafios comuns à adolescência.

O Clube de Leitura confirmou, uma vez mais, ser uma experiência profundamente enriquecedora, onde se partilham livros, mas sobretudo experiências de vida, sentimentos e pontos de vista. A biblioteca escolar assume, assim, o seu papel como espaço de encontro, de escuta e de formação de leitores críticos, sensíveis e conscientes do mundo que os rodeia.

E a propósito da atividade "Lançar sonda na Biblioteca", vem conhecer um pouco melhor a Estação Espacial Internacional


A Estação Espacial Internacional (EEI) é um dos maiores exemplos de cooperação científica e tecnológica à escala global. A orbitar a Terra a cerca de 400 quilómetros de altitude, esta “casa no espaço”, e verdadeiro laboratório espacial, acolhe astronautas de vários países que aí vivem e trabalham durante um determinado período de tempo, realizando experiências científicas que ajudam a compreender melhor o espaço, o nosso planeta, e até o próprio corpo humano.

No vídeo que se segue, vais poder descobrir como funciona a Estação Espacial Internacional, quem lá trabalha, quais são as suas principais missões, e porque é que este projeto é tão importante para o futuro da ciência e da exploração espacial. Prepara-te para uma viagem fascinante além da Terra!

“Lançar sonda na biblioteca: ciência, leitura e criatividade em órbita”


No âmbito do projeto “Newton gostava de ler”, a biblioteca escolar vai transformar-se, ao longo das próximas duas semanas, num verdadeiro centro de lançamento científico com a atividade “Lançar sonda na biblioteca”, uma proposta interdisciplinar que alia leitura, ciência e trabalho colaborativo. Esta atividade resulta de uma articulação entre a biblioteca escolar e os docentes de Físico-Química do 7.º ano. A atividade inicia-se com um momento de leitura em voz alta, dinamizado pela professora bibliotecária, Filomena Lima, a partir de alguns poemas do livro “Pó de Estrelas”, de Jorge Sousa Braga. Através da palavra poética, os alunos são convidados a viajar pelo universo, despertando a curiosidade e a imaginação.

Enquanto ouvem a leitura dos poemas, os alunos devem associar corretamente os títulos e as ilustrações aos respetivos poemas, organizando-os pela ordem correta. Esta atividade promove a atenção, a interpretação e a sensibilidade estética, reforçando a ligação entre texto verbal e imagem. A poesia funciona, assim, como ponto de partida para a exploração de temas científicos ligados ao espaço.

Segue-se um breve momento expositivo dedicado à evolução da conquista do espaço, com destaque para a importância dos telescópios, das sondas espaciais e dos observatórios astronómicos no avanço do conhecimento científico. De forma acessível e motivadora, os alunos ficam a compreender como a ciência e a tecnologia têm permitido observar mais longe e compreender melhor o universo.





Todavia, o momento mais mobilizador da atividade surge com o trabalho prático em grupo. Os alunos são desafiados a “criar” uma “sonda espacial”, recorrendo apenas a materiais de uso comum que devem adquirir na “loja” respeitando um “orçamento” limitado — sacos e copos de plástico, luvas de borracha, balões, algodão, esferovite, entre outros. 












O grande desafio consiste em proteger um ovo cru, de modo a que este permaneça intacto após o lançamento da “sonda” do cimo de um escadote. Esta tarefa exige criatividade, cooperação e a aplicação de conhecimentos de Física, nomeadamente de estratégias para reduzir o impacto de um objeto ao atingir o solo.










“Lançar sonda na biblioteca” revela-se uma atividade exigente e altamente motivadora, onde a leitura, a ciência e a experimentação caminham lado a lado. Mais do que um desafio técnico, é uma oportunidade para os alunos aprenderem de forma ativa, testarem hipóteses, cometerem erros e refletirem sobre soluções — sempre com a biblioteca escolar como espaço privilegiado de descoberta, aprendizagem e inspiração.