domingo, 25 de fevereiro de 2024

“Conversas sobre a Revolução... 50 anos depois.” com o professor Manuel Sanches


Foi na passada terça-feira, dia 20 de fevereiro, que se realizou, na Biblioteca Escolar, mais uma “Conversa” sobre a Revolução do 25 de abril de 1974.

Desta vez, o nosso convidado foi o professor Manuel Sanches, ilustre docente de História da nossa casa há vários anos. Como excelente professor de História que é, o professor Manuel Sanches começou por esclarecer que para perceber a revolução de abril era preciso enquadrá-la no tempo e dar a conhecer ao público presente o contexto socio cultural e político do Portugal dos anos em que vivemos em Ditadura.

Natural do Sabugal, o professor Manuel Sanches começou, precisamente, por referir as falhas da escola pública durante o Antigo Regime, altura em que muitos jovens, sobretudo de localidades afastadas dos centros urbanos, se viam privados de frequentar o ensino público, tendo que optar, caso os pais tivessem condições financeiras para tal, pelo ensino privado.

Ao longo de quatro horas o professor Manuel Sanches conduziu uma viagem no tempo, primeiro para @s alun@s do 10.º LH1, e depois para @s do 11.º LH1 e do 3.º PTT, dando a conhecer a estes jovens, que não viveram o 25 de abril de 74, um Portugal da censura, do analfabetismo, da privação de direitos básicos para as mulheres, da música de intervenção, da emigração a salto, da PIDE, da terrível Guerra Colonial…

Mostrou também, quase passo a passo, “o dia inicial inteiro e limpo…” em que o povo saiu às ruas e testemunhou o avanço da revolução. Uma revolução diferente de todas as outras, em que as crianças, as mulheres, e os homens estiveram lado a aldo com os soldados, e em que os canos das espingardas ostentaram cravos vermelhos.

Foi uma conversa alimentada por muitos documentos históricos, de reconhecido interesse, e de uma verdadeira reportagem fotográfica que não deixou de fora o 25 de abril no Sabugal.

Muito obrigada professor Manuel Sanches por ter partilhado a sua visão e o seu conhecimento sobre o Antigo Regime e sobre o 25 de abril com os alunos e com os docentes presentes.

Vale a pena lembrar que esta conversa só foi possível porque a 25 de abril de 1974 houve uma revolução em Portugal que nos abriu as portas para a Liberdade de Expressão.











 

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

"A Mulher que Escondeu Anne Frank" foi o livro em destaque no “Leituras de Porta em Porta” que assinalou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

 

Miep Gies e o seu marido apoiaram a família Frank, um médico dentista amigo dos Frank, e a família Van Daan durante mais de dois anos, garantindo todo o apoio a estas oito pessoas que se esconderam num Anexo Secreto, nas traseiras do prédio onde funcionava a empresa de Otto Frank.

Ao longo de 25 meses, Miep e o seu marido, com risco da própria vida, levaram alimentos, livros, roupa, e, sobretudo, palavras de conforto a estas oito pessoas que passavam os dias, sobretudo durante o horário de expediente dos empregados da empresa, em silêncio, temendo serem descobertos e, consequentemente, encaminhados para os Campos de Concentração.

O livro é um relato não só dos primeiros anos de vida de Miep, durante a 1.ª Guerra Mundial, mas também da convivência e das dificuldades vividas durante o período em que ajudaram estes 8 judeus, dos quais só um sobreviveu – Otto Frank. Foi a ele que Miep entregou o famoso “Diário”, atirado para o chão pelos guardas Nazis que irromperam pelo Anexo no dia 4 de agosto de 1944. Foi Miep quem recolheu o “Diário” e restantes escritos de Anne Frank, na esperança de que, um dia, o pudesse entregar à sua legítima dona quando a guerra terminasse. Infelizmente, Anne não sobreviveu aos Campos de Concentração e faleceu, quase no final da Guerra, no Campo de Bergen Belsen.

O excerto que escolhemos retrata, sobretudo, momentos vividos por Miep no Anexo Secreto, nomeadamente numa altura em que, acedendo aos pedidos insistentes de Anne Frank, decide passar uma noite com eles. Só aí ela experiencia o sentimento de pavor verdadeiro, o pavor sentido por todas aquelas pessoas que, a toda a hora do dia e da noite, temiam ser descobertas.

Uma vez mais, contamos com a colaboração de alunas monitoras para a dinamização desta atividade. Docentes, assistentes administrativos e assistentes operacionais receberam esta leitura e ouviram os esclarecimentos das monitoras da BE/CRE. Muito obrigada a todas!






Conversas sobre a Revolução – 50 Anos Depois…

 

Foi na passada quinta-feira, dia 25 de janeiro, precisamente três meses antes de se assinalar meio século da revolução de abril, que se realizaram as primeiras “Conversas sobre a Revolução – 50 Anos Depois”, uma iniciativa da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da EBS Gama Barros e que contará com a participação de algumas personalidades do nosso meio artístico, assim como de vários docentes da nossa escola que acederam ao convite da professora bibliotecária para “conversarem” com os alunos sobre a Revolução de 74.

Os nossos primeiros convidados foram o ator Joaquim Nicolau e a atriz Rita Blanco. Ambos foram recebidos com muito entusiasmo e muita expetativa pois todos os presentes queriam saber como viveram o 25 de abril e qual a mensagem que nos deixariam a propósito desta efeméride.

Curiosamente, o ator Joaquim Nicolau começou por nos contar uma história – os alunos viriam a perceber que se tratava da história dos seus antepassados, de como chegaram a Portugal e de como os valores da tolerância e da liberdade têm sido um denominador comum ao longo das várias gerações da família deste ator Português. O Joaquim revelou ser um grande contador de histórias, capaz de captar a atenção e o interesse do público presente no Auditório. Foi este mesmo público que foi sensibilizado para a importância da leitura enquanto forma de aceder ao conhecimento e de como o saber é tão importante na preservação dos princípios da liberdade, da independência e da tolerância, e de como podemos ser facilmente manipulados quando não estamos atentos e devidamente informados.

A atriz Rita Blanco conseguiu, também, cativar as dezenas de jovens presentes, tendo a sua intervenção sido dominada por um apelo aos mais jovens no sentido de lutarem, sempre, pela liberdade e nunca a assumirem como um dado garantido. Falou-se, também, sobre a tolerância como um valor de abril e que esta deve ser transversal a toda a sociedade, independentemente das diferentes opções políticas, religiosas, ou outras. Claro que falar de abril obriga a que se fale sobre as conquistas de muitos direitos para as mulheres. Os nossos convidados sublinharam esse facto lembrando, por exemplo, que se não tivesse acontecido a revolução de abril, seria impossível termos um auditório repleto de alunos e de alunas – o mais provável seria estarem divididos e a frequentarem salas de aula diferentes.

Foram partilhas muito ricas que tornaram o dia 25 de janeiro num dia especial para todos os que tiveram o privilégio de participar neste evento.








domingo, 14 de janeiro de 2024

Anne Frank – volta a estar no centro das atenções na BE da EBS Gama Barros

 

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, o mês de janeiro, altura em que se assinala o Dia em Memória das Vítimas do Holocausto (27 de janeiro), é, também, o mês em que os docentes de Português iniciam a leitura de “O Diário de Anne Frank”. A Biblioteca Escolar não deixa passar em branco este acontecimento e dinamiza, para todas as turmas de 8.º ano, a atividade “Visita Virtual ao Mundo de Anne Frank”. Trata-se de uma iniciativa que pretende sublinhar a importância do “Diário de Anne Frank” enquanto documento considerado pela UNESCO como “Memória do Mundo”, e enquanto testemunho de uma jovem adolescente que dá a conhecer o seu sentir, e o seu olhar em relação à Segunda Guerra Mundial. Embora não se trate de um documento que relate, como muitos outros, os horrores cometidos nos Campos de Concentração, o Diário transmite-nos a visão mórbida e deprimente da guerra aos olhos de uma adolescente que sempre desejou que tudo melhorasse.

Para os alunos da EBS Gama Barros que participam nesta atividade, é possível terem uma noção muito clara de como o antissemitismo minou a sociedade da época e inviabilizou que muitos jovens, como eles, tivessem uma vida normal, de liberdade, de alegria e de vivência plena dos seus dias, apenas porque tinham uma outra religião.

A visita virtual ao Anexo Secreto é o culminar de uma aula de 100 minutos ao longo dos quais se dá a conhecer o background político e económico do final dos anos 30 na Alemanha, e se conhece a família Frank e os fatores que os forçaram a esconder-se, durante dois anos, num Anexo. Anne afirma a dado momento do “Diário” “Ando de quarto em quarto, subo e desço as escadas e sinto-me um pássaro com as asas cortadas, que se atira contra as grades da gaiola” – 29 de outubro de 1943.

Partilho, em jeito de sugestão, o trailer dos vídeos do Diário, disponíveis no site oficial do Museu Anne Frank de Amesterdão e no Youtube.

“Ár e Água” – leva, novamente, as 7 turmas do 5.º ano à Biblioteca Escolar

 

Sabias que…

- A água corresponde a mais de 2/3 do peso do nosso corpo?

- Os camelos vivem nos desertos, mas conseguem beber de uma só vez até 90 litros de água?

- As primeiras formas de vida surgiram nos oceanos?

- Que o Oceano mais vasto da Terra é o Oceano Pacífico?

- Que as nuvens se formam a partir da água que existe na Terra?

- Que os barcos flutuam graças ao ar que contêm?

- Que o continente da Antártida está coberto por montanhas de gelo?

 

Estas são apenas algumas das informações obtidas pelos alunos do 5.º ano durante as sessões dinamizadas na Biblioteca Escolar, no âmbito de uma parceria com os docentes de Ciências Naturais. Uma vez mais, dinamizamos atividades que permitem, por um lado, que os alunos consolidem e aprofundem os conhecimentos adquiridos nas aulas, e por outro, que os docentes de Ciências Naturais trabalhem com @s alun@s na modalidade de turnos, e assim possam realizar experiências científicas no Exploratório.

Na Biblioteca Escolar são realizadas quatro atividades em torno do tema “Ar e água”, no âmbito dos conteúdos programáticos a abordar no 5.º ano de escolaridade. Na estação A, @s alun@s pesquisam informação no livro “Kididoc – A água” com vista à realização de um exercício lacunar. Esta atividade obriga a uma leitura atenta de excertos do livro e desenvolve a capacidade de utilizar a informação pesquisada em contexto. Na estação B, o desafio passa pelo preenchimento de um crucigrama depois de procurarem a informação no livro “Ciência Divertida – AR” – por vezes, é preciso dar uma pequena ajuda… Na estação C, é altura de @s alun@s experienciarem um momento mais lúdico tendo em conta o recurso ao jogo “Quis das Ciências e Invenções” – são dez as perguntas a que @s alun@s têm de responder. É preciso selecionar a resposta correta de entre as três hipóteses dadas – o problema é que nem sempre os diferentes elementos do grupo estão de acordo. É necessário recorrer ao poder de argumentação e ser capaz de defender a opinião de cada um. Finalmente, na estação D, o desafio passa pela visualização do vídeo “O ciclo urbano da água” do grupo AdP – Águas de Portugal, que partilhamos aqui.


Os alunos têm aderido com muito empenho e entusiasmo e têm considerado, na avaliação da atividade, que esta tem contribuído para aumentar e consolidar os seus conhecimentos sobre estas matérias.  











quinta-feira, 23 de novembro de 2023

"Solo e Rochas..."

 

A professora de Ciências Naturais e de Biologia e Geologia, Teresa Lopes, a acompanhar os alunos durante a realização de uma das tarefas

Sabias que…

- O mineral mais duro que existe é o diamante?

- O chumbo era usado pelos antigos egípcios como maquilhagem para escurecer as pálpebras e pelos romanos para fazer canos de água?

- As estruturas que se formam no chão das grutas se chamam estalagmites e as que se formam no teto se chamam estalagtites?

- As rochas extrusivas são conhecidas como rochas vulcânicas e são assim designadas tendo em conta o nome do deus romano do fogo Vulcão? e que as intrusivas também podem ser chamadas rochas plutónicas tendo em conta o Deus romano do submundo, Plutão?

 Estas e muitas outras curiosidades foram pesquisadas pelos alunos do 5.º ano durante a realização, na biblioteca escolar, da atividade “Solos e rochas”. Trata-se de uma atividade dinamizada em articulação com o currículo de Ciências Naturais, no âmbito de uma parceria entre a biblioteca escolar e os docentes desta disciplina. Esta atividade contempla a realização de quatro tarefas diferentes que passam pela leitura/pesquisa em livros e pelo visionamento de vídeos. A dinâmica adotada é já a habitual e possibilita a realização de atividades experimentais uma vez que as turmas são divididas em turnos – um turno está na biblioteca, e o outro está a fazer atividades experimentais no Clube de Ciência.

As quatro atividades dinamizadas na biblioteca permitem:

- aprender várias curiosidades sobre as rochas e os minerais;

- descobrir várias aplicações das rochas e dos minerais;

- pesquisar nos livros informação sobre os diferentes grupos de rochas;

-  e, ainda, identificar e refletir sobre as diferentes funções do solo.

Trata-se de uma iniciativa que pretende, não só consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos pelos alunos nas aulas de Ciências Naturais, mas, também, promover a literacia da leitura.

A atividade foi um sucesso e os alunos mostraram muito empenho e entusiasmo durante a sua realização.
















domingo, 12 de novembro de 2023

“Usa a tua IMAGINAÇÃO…”

 

“Biblioteca Escolar: o meu espaço preferido para criar e imaginar” – foi o tema que dominou o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Na Biblioteca da EBS Gama Barros uma das atividades dinamizadas pela professora bibliotecária foi precisamente a atividade “Usa a tua Imaginação” que partiu da leitura partilhada do livro “Usa a tua Imaginação – mas tem cuidado com aquilo que desejas” de Nicola O’Byrne.

Depois da leitura do livro, realizada pela PB e pelos alunos das turmas de 5.º ano que participaram nesta atividade, foi o momento de lançar um novo desafio.

Num Baú da Biblioteca encontravam-se sete objetos diferentes, alusivos a sete contos de fadas. Cada grupo de alunos escolheu um desses objetos que lhe permitiu aceder a um conto de fadas, a saber: “Rapunzel”, “A Princesa e a ervilha”, “O rato da cidade e o rato do campo”, “As duas rãs”, “Jorinda e Joringel”, “O capuchinho vermelho” e “Os três porquinhos”. Depois de um momento de leitura silenciosa, seguiu-se um breve resumo do conto feito pelos diferentes elementos do grupo para a turma. Alguns dos contos já eram sobejamente conhecidos, mas outros foram uma absoluta novidade. Por fim, cada grupo imaginou um final diferente para o conto lido e partilhou-o com os restantes elementos da turma.

Muitos alunos revelaram uma grande imaginação… Brevemente, partilharemos aqui alguns desses finais verdadeiramente surpreendentes!!!