terça-feira, 9 de março de 2021

Alunas do Agrupamento de Escolas D. Maria II participam no Concurso Nacional de Leitura

 

Realizou-se ontem, dia 8 de março, a Prova Concelhia de Sintra do Concurso Nacional de Leitura, na modalidade a distância.

O nosso Agrupamento esteve muito bem representado com quatro alunas. Repito, quatro alunas. No Dia Internacional da Mulher tivemos quatro raparigas a representar o nosso Agrupamento – sinal dos tempos. A representar o 1.º ciclo, estiveram as alunas Matilde Dias, aluna do 4.º B da EB1 Ribeiro de Carvalho, e Ruth Ferreira, aluna do 4.º A da EB1 Cacém1. A representar o 2.º ciclo, estiveram as alunas Isabella Camargo, do 5.º 1.ª, e Matilde Corrêa, do 5.º 4.ª, ambas da Escola Básica e Secundária de Gama Barros.

Estas alunas já tinham prestado provas na fase escolar, tendo sido as melhores classificadas de entre todos os alunos e alunas que participaram nessa fase. Desta feita, foram testados os seus conhecimentos relativamente aos livros “A Praia dos Inúteis”, de Alex Nogués, (1.º ciclo), e “Os Milagres de Miranda”, de Siobhán Parkinson, (2.º ciclo).

As nossas alunas estiveram à altura do acontecimento, não só pelo comportamento exemplar, mas também pelo bom desempenho, apesar de não terem passado à próxima fase.

Agradecemos a colaboração dos professores titulares, dos docentes de Português e dos diretores de turma que estiveram envolvidos neste processo e, acima de tudo, às alunas pelo seu trabalho, pelo seu empenho e por terem demonstrado que já são grandes leitoras. Sem dúvida um exemplo para todos os restantes alunos e alunas do Agrupamento.

Parabéns às quatro!

As professoras bibliotecárias,

Filomena Lima

Gracinda Silva



sexta-feira, 5 de março de 2021

Dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher

Na próxima 2.ª feira, dia 8 de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher.

Muitos justificam a escolha do dia 8 de março pelo facto de, neste mesmo dia, no ano de 1917, cerca de 90 mil operárias russas terem vindo para a rua reivindicar melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II. Esse dia ficou conhecido como "Pão e Paz". Isso porque as manifestantes também lutavam contra a fome e contra a primeira guerra mundial (1914-1918).

Apesar de terem passado mais de cem anos, e de se poder afirmar, com segurança, que as mulheres conquistaram muitos direitos, a verdade é que ainda se continuam a verificar muitas situações de injustiça, de exploração, de violência contra as mulheres, e a tão desejada igualdade ainda continua a ser uma utopia em alguns países do mundo.
Ao longo dos tempos, muitas foram as mulheres que dedicaram a sua vida a esta causa, e a verdade, é que muitas delas pagaram um elevado preço por isso mesmo.

Este ano a Biblioteca Escolar de EBSGB pretende, à semelhança do que é habitual, assinalar este dia. Assim, a BE/CRE lança o desafio aos vários docentes da escola de dedicarem alguns momentos das suas aulas, no próximo dia 8, ou em outro dia deste mês que considere mais oportuno, para partilhar com o(a)s aluno(a)s histórias de grandes mulheres, sendo que algumas delas dedicaram a sua vida à defesa da causa feminista e à luta pela igualdade entre homens e mulheres.

Encontrarão aqui várias sugestões de documentos, adequados a várias disciplinas, que poderão explorar com o(a)s aluno(a)s. Apresentamos, quase sempre, um pequeno apontamento biográfico e depois algumas sugestões de outros documentos (vídeos, sugestões de filmes, de livros ou outros) que poderão sugerir ou visionar em conjunto. São apenas sugestões.

É nossa função mostrar aos mais novos que os direitos que hoje damos por adquiridos, nem sempre existiram e que temos de continuar a lutar para que eles continuem a ser respeitados e preservados. Muitas mulheres lutaram por eles e compete-nos a nós, homens e mulheres do século XXI, trabalhar junto das gerações mais novas no sentido de os sensibilizar para a noção de que a Paz se constrói numa base de igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Filomena Lima  

 

Hipátia de Alexandria - Astrónoma, Matemática e Filósofa


Se Hipátia foi retratada na sua época, nenhuma imagem chegou aos nossos dias. Esta é uma fotografia do filme "Ágora", de Alexandre Aménabar, que retrata a vida desta mulher que ficou também conhecida com a "Sábia do Egito"

 
 “Ao longo dos tempos, existiram muitas mulheres professoras e eruditas, e Hipátia foi uma das primeiras matemáticas que a História registou. Os seus feitos em vida inspiraram muitas pessoas, mas a sua morte transformou-a numa lenda. Calcula-se que Hipátia tenha nascido entre 359 e 370, em Alexandria, no Egito. O seu pai, Theon, um renomado erudito, fez questão de que a filha crescesse com uma boa educação e um respeito profundo pelo legado e pelos valores gregos, incutindo nela o compromisso de ser fiel a esses valores, custasse o que custasse. A cidade de Alexandria, famosa pela sua magnífica biblioteca, era vista como um local de aprendizagem, mas tornara-se também um palco de confrontos violentos entre pagãos, judeus e cristãos. Hipátia e o seu pai corriam, por isso, um grande risco ao viverem de acordo com os costumes gregos, mas não abdicaram de o fazer. Theon ensinou à filha matemática e astronomia, e ela tornou-se especialista em ambas.(…) A par do seu trabalho científico, Hipátia era perita em filosofia platónica, tendo-se tornado uma das primeiras professoras de Alexandria. As pessoas viajavam de muito longe só para a ouvir falar! Hipátia ensinava filosofia neoplatónica, e os homens que tinha como alunos devotavam-lhe respeito e lealdade. Mas foi sol de pouca dura.(…)” Ignotofsky, R. (2018). 

Fonte: As Cientistas – 52 mulheres intrépidas que mudaram o mundo. Lisboa: Bertrand Editora. 

Para conheceres um pouco melhor a história de Hipátia, vê o vídeo que se segue e perceberás por que razão a vida desta mulher a transformou num símbolo do valor da educação em face da ignorância.

Nota: Para teres acesso às legendas em Português clica nas definições, seleciona "legendas" e depois escolhe "Português - Portugal".

Deixamos, também como sugestão o filme "Ágora". Podes, desde já, começar por ver o respetivo trailer:


Elvira Fortunato - Engenheira, investigadora e inventora

 


“Elvira Fortunato nasceu em Almada em 1964 e desde pequena que sonhava ser engenheira, porque já então «gostava de construir coisas». Em 1987, licenciou-se em Engenharia Física e dos Materiais na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no polo da Costa da Caparica, muito perto do sítio onde cresceu.

E Elvira não parou por aí. Em 1991 fez o Mestrado sobre Materiais Semicondutores e em 1995 o Doutoramento em Microeletrónica e Optoeletrónica, na mesma universidade. Mais tarde tornou-se professora e investigadora do Departamento de Ciência dos Materiais da FCT.

Elvira sempre gostou da ideia de expandir os usos e as aplicações dos materiais. Certo dia, em conversa com um dos seus doutorandos acerca de um projeto, Elvira sugeriu que ele usasse papel, em vez de sílica, como material isolante para um transístor. Para surpresa de ambos, funcionou!

Depois de muita investigação e experiências, nascia o primeiro transístor de papel, ou papel eletrónico. Em 2008, esta invenção valeu a Elvira o maior prémio alguma vez atribuído a Portugal pelo Conselho Europeu de Investigação. Seguiram-se muitas outras distinções e prémios, nacionais e internacionais. (…)

As aplicações da tecnologia eletrónica «inteligente» são infinitas! Elvira Fortunato está a desbravar terreno todos os dias e é a prova de que uma cientista portuguesa pode dar cartas a nível internacional.”

Ignotofsky, R. (2018). As Cientistas – 52 mulheres intrépidas que mudaram o mundo. Lisboa: Bertrand Editora.

Para conheceres melhor esta cientista e os seus últimos projetos, vê a interessante entrevista que se segue:

Carolina Beatriz Ângelo - Médica, sufragista, ativista dos direitos das mulheres


“O dia tinha finalmente sido anunciado: 28 de maio de 1911. Era a primeira vez que se votava em Portugal, já que, até aí, o país vivera numa monarquia governado por um rei. Era também inédito, em toda a Europa Ocidental, uma mulher atrever-se a votar. A política era um assunto reservado aos homens.

Carolina sabia que teria de ser mais astuta do que os políticos da sua época. Leu e releu a lei, redigida de fresco e acabada de sair da revolução, e percebeu que não especificava quem podia votar: se só os homens ou se todos os cidadãos portugueses. Ora, ela era uma cidadã portuguesa, e até sabia ler e escrever. Era médica ginecologista e tinha a cargo a sua filha Emília.

Não foi fácil, chegou a ir a tribunal duas vezes para reivindicar o seu direito de voto, mas arregaçou as mangas e lutou com toda a sua força e inteligência por aquilo em que acreditava. E… (…)

A vida de Beatriz Ângelo foi pioneira em várias frentes: integrou o primeiro grupo de mulheres a defender direitos e deveres iguais para homens e mulheres; (…) foi a primeira mulher a realizar uma cirurgia e foi a primeira feminista portuguesa, e única da sua época, a defender o serviço militar obrigatório para as mulheres.”

Vicente, L. (2018). Portuguesas Com M Grande. Lisboa: Penguin Random House.

Se queres saber se Carolina Beatriz Ângelo conseguiu votar, e se queres conhecer melhor esta grande mulher portuguesa, vê o seguinte vídeo:



Maria Teresa Horta - Poetisa, escritora, feminista

Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros
Lisboa, 20 de maio de 1937
 

 “Todas as manhãs, Teresa esperava ansiosamente pelo pai à porta de casa. Não que a deixasse feliz ele sair para ir trabalhar, não, mas adorava trancar-se na biblioteca e cheirar os livros que já conseguia alcançar. O seu corpo impregnava-se desse perfume e passava o dia a flutuar em palavras aladas. Tinha quatro anos quando começou a ler livros com o olfato e, à medida que o tempo ia passando e Teresa ia conseguindo chegar às prateleiras mais altas, os cheiros iam descendo até aos seus dedos e saíam em forma de palavras. Quando deu por si, tinha os bolsos a transbordar de poesia e a cabeça, de sonhos.

Anos mais tarde, quando já não tinha mais bolsos para guardar tantos papelinhos com sentimentos escritos, decidiu que era chegada a hora de publicar o seu primeiro livro de poemas. Seguiram-se livros de contos e de prosa, mas é com o seu livro Minha senhora de mim, publicado em 1971, que marca a diferença e altera para sempre a forma como até aí se escrevia no feminino. O livro foi censurado pelo regime, já que falava do corpo feminino de forma explícita, coisa proibida e nunca vista até então. Acusaram-na de ofender a moral e os bons costumes e foi retirado das lojas com urgência. Teresa foi perseguida pela PIDE e viveu momentos muito difíceis. (…)

É provável que a forma transgressora e poética como Teresa vive a sua vida, cravada de posições e de lutas pelos direitos das mulheres, tenha sido a herança que recebeu dessa mulher extraordinária da qual descendia pelo lado materno: a marquesa de Alorna.

Teresa é uma poetisa inovadora, uma agitadora social e uma feminista que sempre soube, de forma inteligente e irreverente, chocar e mudar o mundo à sua volta, trazendo sempre um papelinho no bolso para rabiscar palavras sentidas.”

Fonte: Vicente, L. (2018). Portuguesas Com M Grande. Lisboa: Penguin Random House.


Para saberes o que Teresa decidiu fazer com mais duas amigas, depois de ter começado a ser perseguida pela PIDE, vê a seguinte entrevista com a autora, clicando no link:


https://ensina.rtp.pt/artigo/maria-teresa-horta-e-a-aventura-das-novas-cartas-portuguesas/ 


Poderás ouvir o poema "Arrebatada"...

Frida Kahlo - Pintora mexicana pioneira e uma heroína feminista

 

Autorretrato com colar de espinhos (1940)

“Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi criada no seio de uma família que queria que as suas quatro filhas perseguissem os seus sonhos. Filha de pai judeu, de ascendência alemã, e de mãe mexicana, Frida nasceu em 1907, na cidade do México, e viveu grande parte da sua vida na Casa Azul.

Aos seis anos de idade, apanhou poliomielite e ficou de cama quase um ano. De seguida, passou a coxear, mas o pai encorajou-a a jogar futebol, a nadar e a fazer boxe para fortalecer o corpo. Ora, naquela altura era invulgar que as raparigas fizessem estes desportos, mas a verdade é que deixaram Frida elegante e deram-lhe confiança. A jovem era inteligente e uma das poucas raparigas na sua escola secundária. Os amigos apreciavam a sua afetuosidade, alegria e estilo: ela adorava usar as roupas e as joias típicas mexicanas.

Aos 18 anos um grave acidente deixou-a gravemente ferida e com sequelas para o resto da sua vida. Ficou acamada ao longo de vários meses e isso deixava-a naturalmente triste. O pai pendurou um espelho em cima da cama, e Frida começou a desenhar-se a si própria deitada. Muitos dos seus quadros são autorretratos. Pintava-se muitas vezes como uma mulher pouco atraente, com umas sobrancelhas fartas e um buço notório. Afirmava muitas vezes o seguinte: «Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou a pessoa que conheço melhor». Com o passar dos anos, Frida tornou-se uma grande pintora e foi convidada a exibir o seu trabalho em Nova Yorque e em Paris. Mas, à medida que a sua fama e popularidade aumentavam, a sua saúde foi piorando. Foi submetida a 30 operações ao longo da vida para tentar corrigir os problemas que o acidente deixou, e viveu sempre em constante dor. Apesar disso dizia «Não estou doente, não estou estragada. Mas ficarei feliz por estar viva enquanto puder pintar.»

Frida é conhecida e amada por todo o mundo pela sua obra única, particularmente os seus autorretratos, que ainda hoje atraem multidões. Ela própria tornou-se mais popular do que o trabalho que produziu por ter provado que as mulheres podem fazer o que quiserem, independentemente dos obstáculos.

Depois de uma luta contra a pneumonia, Frida morreu aos 47 anos.

Fonte: Halligan, K. (2018). Mulheres – 50 histórias incríveis que mudaram o mundo. Lisboa: Minotauro.

Poderás ver o filme "Frida", vencedor de dois óscares da Academia e ficarás a conhecer com muito mais profundidade esta artista cujo mérito é reconhecido mundialmente. Para já, podes ver o trailer do filme:

             

Os vídeos seguintes sobre esta pintora Mexicana revelarão muitas curiosidades sobre a sua vida e a sua obra.

Para os mais jovens:


Para os que quiserem saber ainda mais...

A luta pela Igualdade de Direitos em França...E em Francês!

Para os professores de Francês explorarem com os/as seus/suas aluno(a)s esta temática, deixamos duas sugestões:

1.    Um pequeno vídeo que traça um breve historial da luta das mulheres pela igualdade de direitos e, afinal, também explica a razão da existência do Dia da Mulher.

2.   Uma pequena História dos Direitos das Mulheres em França.


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Clube de Leitura do 11.º LH1 reúne “online”


Apesar do confinamento provocado pela pandemia de Covid-19, o Clube de Leitura do 11.º LH1 reuniu nos dias 18 e 19 de fevereiro através da plataforma Teams para mais uma partilha de leituras. Desta vez, o clube reuniu na sequência da leitura de um conjunto de títulos subordinados a uma mesma temática – o Holocausto. O desafio foi lançado pela professora bibliotecária tendo em conta a recente efeméride “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto” assinalada no dia 27 de janeiro.

Assim, as leituras realizadas foram as seguintes:

- “O tatuador de Auschwitz”

- “Canção de embalar de Auschwitz”

- “O violino de Auschwitz”

- “Os meninos que enganaram os Nazis”

- “Os rapazes que enganaram Hitler”

- “As irmãs de Auschwitz”

- “A rapariga do casaco azul”

Cada aluno(a) selecionou um ou mais excertos da sua preferência e após a leitura em voz alta desse mesmo excerto propôs um tema para debate, alargado ao grupo turma, suscitado por essa mesma leitura.

A propósito do livro “O Violino de Auschwitz” foram propostas as seguintes questões para debate a partir da leitura de alguns excertos:

- Será que o nível de sofrimento físico e psicológico experienciado nos Campos de Concentração permitia aos prisioneiros continuar a ter objetivos e a manter algum foco ou haveria momentos de absoluto desespero e de perda de sentido de vida?

- Tenta colocar-te na pele de um prisioneiro de um campo de concentração. Seria viável a criação de relações de amizade num ambiente tão duro e hostil?

- Qual terá sido o papel do trabalho para esses prisioneiros? Será que para a personagem principal do livro, o trabalho poderá ter sido um refúgio?  

“O Tatuador de Auschwitz” suscitou uma interessante reflexão sobre a Esperança e ainda um debate a propósito da visão que os homens tinham das mulheres. Será que as coisas estão iguais ou melhores?

A propósito de “Os Rapazes que Desafiaram Hitler” falou-se de resiliência. Os alunos afirmaram perentoriamente que não interessam os obstáculos que temos pela frente se formos determinados. Num paralelismo com o presente, viu-se a pandemia de Covid-19 como um grande desafio para a humanidade e como um problema que temos que ultrapassar com coragem, e até alguma ousadia, tal como fizeram os seres humanos que viveram durante a 2.ª Guerra Mundial.

As guerras afetam todos os seres humanos – crianças, jovens, adultos, idosos. Muitas são as crianças que, por causa de uma guerra passam diretamente para a idade adulta sem viverem esse período maravilhoso da vida que é a infância. Este foi o tema proposto para debate por uma das alunas que leu “Os meninos que enganavam os Nazis” sobretudo tendo em conta o seguinte excerto:

“Crescido, enrijecido, mudado…Talvez o meu coração também se tenha acostumado às catástrofes, talvez se tenha tornado incapaz de sentir uma mágoa profunda. O menino que eu era havia passado um ano e meio, um miúdo perdido no metropolitano e no comboio que o conduz a Dax…deixou de existir, perdeu-se para sempre no matagal de um bosque, numa estrada provençal, nos corredores de um hotel de Nice, esboroando-se a cada dia da nossa fuga (…) Afinal ainda não cheguei aos doze anos. (…) Até agora, penso ter acreditado sair da guerra ileso, mas poderei estar muito enganado. Não me tiraram a vida, mas foi pior. Roubaram-me a infância. Mataram dentro de mim o menino que eu poderia ter sido…”

In Joffo, J. (2017). Os meninos que enganavam os Nazis. Barcarena: Editorial Presença.

O debate foi-se prolongando e a leitura de excertos dos diversos livros foi tornando a conversa cada vez mais interessante e profícua. Uma sessão não chegou para que todos participassem pelo que nos voltámos a reunir no dia seguinte, mais uma vez online, mas com o mesmo entusiasmo pelas obras lidas.

Uma vez mais, este grupo de alunos deixou bem patente o seu gosto pela leitura e a sua capacidade para gerar uma discussão de ideias sobre problemáticas atuais apesar de terem partido de acontecimentos históricos ocorridos no século passado.

Muito obrigada a todos os alunos e alunas do 11.º LH1 por terem enriquecido os nossos dias e por terem gerado tanto calor humano neste momento tão difícil em que nos vemos obrigados ao afastamento físico e em que estamos restritos ao ensino a distância.





sábado, 13 de fevereiro de 2021

Dia de S. Valentim - Vamos lá falar de Amor...

Este ano não houve “Correio de S. Valentim”, não houve decorações alusivas à data, na Biblioteca, não houve “Leituras de Porta em Porta”.

No entanto, a Biblioteca Escolar não deixa passar em branco esta data e apresenta mais uma Imagem Interativa com imensa informação sobre esta festividade e sobre o Amor… Clique em cada um dos ícones e vai perceber que este trabalho foi mesmo feito com muito Amor e Dedicação.

Feliz Dia de S. Valentim!